Sem barulho algum. “Quieto: muito quieto é que a gente chama o amor: como em quieto as coisas chamam a gente” (Guimarães Rosa).
CAFÉS ESPECIAIS ROBUSTAS AMAZÔNICOS NO EXPORTA MAIS BRASIL
Os Cafés Especiais Robustas Amazônicos, que são os protagonistas da 3ª rodada do Exporta Mais Brasil, programa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasi), que está ocorrendo entre 27 de agosto e 2 de setembro na cidade de Cacoal (RO) e arredores. São cafés aromáticos, de corpo aveludado, com notas de caramelo e retrogosto agradável e persistente, cultivados de forma sustentável e inclusiva em um terroir inigualável. O Exporta Mais Brasil é um programa, que busca uma aproximação ativa com todas as regiões do Brasil para potencializar suas exportações. A rodada em Cacoal - conhecida como a capital dos cafés amazônicos - recebe uma delegação de 20 compradores internacionais, vindos de Grécia, Bélgica, Reino Unido, China, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Armênia, Paraguai, Canadá, Estados Unidos e África do Sul. O objetivo é aproximar esses importadores de produtores locais por meio de rodadas de negócios em formato de cuppings, nome dado ao processo que compreende a prova, a degustação, a pontuação e a classificação do grão. A expectativa é de que os compradores estreitem relações com os cafeicultores e, melhor ainda, fechem negócios in loco. Serão quatro cuppings ao longo da rodada e todos no Cacoal Selva Park, onde o grupo está hospedado. Os produtores locais foram arregimentados pelos Cafeicultores Associados da Região Matas de Rondônia (CAFERON), que representa 10.400 produtores de Cafés Robustas Amazônicos e é parceira da ApexBrasil na organização desta rodada.
O DREX VEM AÍ!
Apesar do Eron Musk ter gostado do nome, aqui para nós, brasileiros, é meio esquisito-como muitas coisas ligadas ao novo mundo que se desenha. Escapar não tem jeito. O Drex, a futura moeda digital do Banco Central do Brasil, terá o mesmo valor que o real físico. Sendo uma moeda digital vai permitir operações por carteiras virtuais e não terá variação de preço, será só mais uma forma de fazer transações financeiras, se enquadrando na categoria batizada de CBDC (sigla do inglês que significa ‘moedas digitais do Banco Central). De cara tem a garantia do Banco Central. E algumas vantagens como como rapidez nas operações, a quebra de barreiras globais para uso e movimentação da moeda, a infraestrutura e a segurança que evita fraudes e a redução de custos associados a movimentações financeiras. Como uma nova tecnologia irá exigir que os empresários e consumidores analisem como a moeda pode impactar suas operações, mas deve ser o setor financeiro, que terá que fazer as maiores adaptações. O que há de concreto, até agora, é que a fase inicial do Drex é prevista para maio de 2024 e os testes com a população serão realizados na virada de 2024 para 2025. Vai ser neste momento que as empresas e a população vão poder entender melhor como vai funcionar o Drex. E, como, aparentemente, facilita muito as operações as expectativas são de que, como aconteceu com o Pix, haja uma rápida adesão.
VENDAS DE LIVROS EM QUEDA EM 2023
O 8º Painel do Varejo de Livros no Brasil de 2023, pesquisa da Nielsen Book e divulgada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livro (SNEL) aponta que os 3,91 milhões de livros comercializados até agosto ficaram distantes dos 4,36 milhões de livros vendidos em 2022, apresentando uma queda de -10,13%. No faturamento não foi diferente, os R$181,56 milhões não foram suficientes para passar a marca de R$184,07 milhões deixadas no ano anterior, registrando uma variação negativa de -1,36%. A performance negativa do setor afetou também o desempenho acumulado do ano de 2023. Do início do ano até 13 de agosto de 2023, o setor livreiro registra o movimento de 33,98 milhões de livros, quando em 2022 o setor marcava a venda de 35,34 milhões de livros, uma queda de -3,85%. O faturamento ainda apresenta uma variação positiva de 1,87%, porém o declínio é visível. O acumulado de 2023 alcança R$1,56 bilhão contra R$1,53 bilhão em 2022.
JUROS DO ROTATIVO DO CARTÃO DE CRÉDITO ALCANÇA 445,7% AO ANO EM JULHO
Os juros do rotativo do cartão de crédito atingiram 445,7% em julho, segundo o Banco Central, um aumento significativo em relação ao mês anterior, a taxa estava em 437%. Isto significa que os juros do rotativo de 15% ao mês, uma taxa elevada que as autoridades tenta trazer para perto dos 9% e que o crédito vá direto para um parcelamento ou criar algum tipo de tarifa para desincentivar esse financiamento. Ainda em julho, a inadimplência chega a 49,5% das operações. São R$ 76 bilhões em dívidas. Os juros altos e orçamentos apertados das famílias brasileiras aumentam a inadimplência e a opção por pagar o cartão de crédito de forma parcelada. “Os brasileiros estão superendividados, não conseguem liquidar as suas faturas e nem colocar a vida financeira em dia. O rotativo é um produto completamente insustentável”, explicou Fernando Lamounier, educador financeiro e diretor da Multimarcas Consórcios. E a compra com cartão de crédito é a modalidade mais utilizada pelos brasileiros, 40% das compras são com cartões. Só existem duas opções para quem não consegue pagar a fatura toda, o parcelamento do valor da fatura ou pagamento do valor mínimo da fatura (crédito rotativo). Para quem parcela a fatura, os juros chegam a 198,4% ao ano, mas quem só consegue pagar o valor mínimo os juros chegam a 445,7% ao ano. E ainda Lamounier que mostra a armadilha que vira o rotativo de um cartão de crédito. Se você tem uma fatura de R$ 100,00 e paga o valor mínimo, em média de 15% ao mês, você paga R$ 15,00. O valor que não foi pago fica para outra fatura, ou seja R$ 85,00 mais juros. Com a variação do rotativo a dívida já subiu para o mês seguinte no mínimo R$ 109,00. E conclui “As pessoas vêm utilizando o cartão de crédito para compras do dia a dia e a capacidade de parcelamento levou-as a acreditar que ao dividir uma compra a dívida fica menor, quando na realidade, antecipa as dívidas do próximo mês. A modalidade deve ser evitada e se caso utilizada não realizar o parcelamento, e sim o pagamento à vista para não correr juros”.

