Lúcio Albuquerque, repórter
Sábado passado um fato incomum em apresentações teatrais, o som desapareceu, mas as bailarinas, todas meninas ainda, do grupo da professora “Rita Nascimento” fizeram o que dificilmente acontece num imprevisto desses.
Elas continuaram a apresentação mantendo a postura e levando até o final o roteiro, enquanto os técnicos tentavam resolver a situação. Eu liguei para um amigo meu que sempre cuidava do som do Teatro “Palácio das Artes”, e a resposta foi que ele nem estava no teatro.
De qualquer forma, ainda que sem o som, as bailarinas levaram a apresentação como se ele estivesse presente e concluíram sua participação – com os maiores aplausos da noite, e muita gente aplaudindo de pé.
Foi um momento ímpar, que “pagou” todo o esforço daquelas meninas, num reconhecimento de que o espetáculo foi bem compreendido e que o público gostou além do normal. Inicialmente pensei que o espetáculo sem o som fazia parte do roteiro. Perguntei a três meninas e disseram quem não, o que justificou ainda mais os aplausos.
CRIANÇAS
Da noitada de sábado, outro grupo chamou a atenção, o da Associação São Tiago, lá do extremo da Zona Leste, formado por crianças, as maiores, se muito na faixa de oito anos, mas três delas na faixa até 4 anos, que também mostraram que, apesar das limitações, conseguiram cumprir o trabalho previsto pela professora Tatiane.
Outro fato que chamou a atenção foi a inclusão de duas bailarinas com aspecto autista no grupo da professora Tatiane, que guiou a menor delas, enquanto a outra se apresentou com mais algumas meninas.

