E quanto mais melhor. “Para tornar a realidade suportável, todos temos de cultivar em nós certas pequenas loucuras” (Marcel Proust).
ESCALADA DE IMPOSTOS FAZ EXPLODIR UMA CHUVA DE RECLAMAÇÕES DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS
Como se não bastasse a fúria arrecadadora do governo federal que, desde iniciou seu mandato optou por aumentar as despesas e os impostos, com a edição de, pelo menos, 17 medidas destinadas a arrecadar mais, além da reoneração acima da inflação de setores básicos, como os de combustíveis, energia elétrica e comunicações, o governo de Rondônia, que já havia onerado a vida de diversos setores econômicos com alterações do MVA também pretende aumentar impostos. Sob o pretexto de recomposição das receitas, sem aviso ou diálogo, conseguiu, no tempo recorde de pouco mais de duas horas, com a anuência e cumplicidade dos deputados estaduais, que deveriam representar a população, em menos de 5 minutos, majorar o ICMS de 17,5% para 21%, o maior da região. Todo o setor produtivo se mobilizou, quando tomou conhecimento, para repudiar o aumento e sua forma e os efeitos negativos que a medida já causou, de vez que muitos dos empresários cancelaram compras de fim de ano por conta dos prováveis aumentos dos custos. O governo estadual prometeu que vai ainda conversar na segunda-feira, mas o clima entre os empresários era de descontentamento, o que somente irá se refletir na população mais tarde quando perceberem os efeitos da medida. A justificativa não convence ninguém: recomposição da receita em razão das perdas com combustíveis, energia e comunicação, cujos preços aumentaram para os consumidores. Não por acaso o governo federal está, segundo divulgado pela Receita, perdendo receita faz três meses: é a lógica econômica que afirma que preços mais altos resultam em vendas menores. Imagine isto aplicado à população de Rondônia, que possui um endividamento menor do que o nacional. A lógica fiscal, no entanto, parece ser cega à realidade de que aumento de alíquota resulta em aumento da carga tributária e que há um limite, a partir do qual, aumentar a alíquota não resulta mais em aumento e sim em diminuição da receita. E a peia vai cantar sempre nos debaixo: quem mais vai sofrer são os micros e pequenos empresários e a população mais pobre.
COTA MÍNIMA DO MADEIRA É A MENOR MEDIDA EM 56 ANOS
Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), os níveis de água do Rio Madeira em Porto Velho são os mais baixos das últimas cinco décadas e que o nível do rio na capital está abaixo da cota com 95% de permanência, "inferior à cota mínima observada no histórico de 56 anos de medições". A cota mínima refere-se ao nível de água mais baixo que o rio atinge na estiagem. O Madeira, quase um ano atrás, atingiu a cota de 1,44 metro: o menor nível registrado em 17 anos, mas a marca foi ultrapassada nesta segunda-feira (10), chegando a 1,17.
O SUCESSO DO CÍRIO DE NAZARÉ MOSTRA A IMPORTÂNCIA DAS FESTIVIDADES NA ECONOMIA
A celebração do Círio de Nazaré, a maior romaria católica do mundo, teve sua grande procissão neste domingo (8), e além de mobilizar milhões de pessoas, também movimentou a economia da cidade de Belém, no Pará. Segundo levantamento da Rede, empresa de meios de pagamentos do Itaú Unibanco, o faturamento do comércio da cidade cresceu 55% nos primeiros seis dias do Círio 2023, na comparação com o mesmo período de 2022. Entre os segmentos que mais tiveram alta no consumo em Belém nos primeiros dias da celebração estão os atacados, com alta de 179% no faturamento em relação ao ano passado, hotéis, com aumento de 58,4%, lojas de roupas, com 48,4%, postos de combustíveis, com 30,7%, e farmácias, com alta de 25,3%. A análise considerou as transações realizadas na cidade entre a última terça (03/10), data da abertura da festa religiosa, e este domingo (08/10), quando ocorreu a grande procissão (em 2022, o período correspondente ocorreu entre 4 e 9 de outubro).
FÓRUM DE GESTÃO MOTELEIRA
Nos próximos dias 17,18 e 19 de outubro, proprietários e gerentes de motéis irão se reunir para discutir temas como marketing, inovação e gestão, no Fórum de Gestão Moteleira, no Bristol Umarizal Hotel, na cidade de Belém (PA). Realizado pela Associação Brasileira de Motéis (ABMotéis) com correalização do Guia de Motéis, o fórum tem o objetivo de promover e estreitar o relacionamento entre os moteleiros da região.
PANIFICAÇÃO SOFRE COM FALTA DE QUALIFICAÇÃO
No próximo dia 16 de outubro será comemorado o Dia Mundial do Pão. Presente na mesa da maioria da população, o pãozinho além de delicioso, pode ser um excelente início de carreira para jovens. Este setor, que possui mais de 80 mil padarias no Brasil, sofre com falta de mão de obra qualificada. Aqui mesmo, em Porto Velho, se observa que existe uma grande carência, apesar do esforço de formação de mão de obra feita via SENAI. Também a Fundação Bunge desenvolve o projeto De Grão em Pão, que promove a formação profissional gratuita de jovens em panificação, confeitaria e culinária nas cidades de São Paulo (SP), Duque de Caxias (RJ) e Recife (PE). Os jovens formados por chefes de cozinha experientes e renomados da Academia Bunge recebem ao final do curso ofertas para trabalhar em padarias próximas a suas residências, com carteira assinada. Segundo a diretora-executiva da Fundação Bunge, Cláudia Buzzette Calais, o objetivo do De Grão em Pão é duplo: qualificar pessoas para atuar em um setor pujante e carente de profissionais e oferecer uma profissão para jovens, que estão, principalmente, inseridos em uma faixa etária com altos índices de desemprego no país.
PARCELAMENTO É OPÇÃO PARA 7 ENTRE 10 BRASILEIROS
O parcelamento faz parte da cultura da sociedade brasileira. É uma saída para muitas famílias para ter acesso a bens e serviços, pois flexibiliza o pagamento por meses ou até mesmo anos. O estudo “Relação com o Dinheiro”, do Serasa em parceria com a Opinion Box, mostra que, mesmo com o advento de outros meios de pagamentos como o PIX, a modalidade possui a preferência da população brasileira, com sete a cada dez consumidores optando por parcelar seus pagamentos. São 71% dos consumidores que optam por este tipo de compra devido ao acesso fácil ao crédito, com muitas instituições financeiras oferecendo cartões de crédito e empréstimos para a compra mesmo sem ter o valor disponível. O parcelamento possibilita um poder de compra maior para grande parcela das pessoas, principalmente das classes C, D e E, mas oferece desafios de gestão financeira para quem não gerenciar de forma adequada seu orçamento.

