
Meu Brasil brasileiro. “Futebol, cerveja e, antes de tudo, jogos de azar preenchiam os horizontes de suas mentes. Não era difícil mantê-los sobre controle”
(George Orwell). CARNAVAL AINDA PERMANECE NUM PATAMAR ABAIXO DA PRÉ PANDEMIA
o Ministério do Turismo estima que, em termos de receita, o carnaval deve movimentar este ano cerca de R$ 7,7 bilhões, 3,9% abaixo do carnaval pré-pandemia e os cálculos são de que, no Brasil, sejam feitas 35 mil contratações temporárias. Em Rondônia, com base nesta projeção, se espera um movimento de R$ 56 milhões e a contratação de cerca de 2.100 empregos temporários. Em Rondônia a movimentação do período o período representa, historicamente, um movimento equivalente a 2% do Produto Interno Bruto-PIB”. Embora haja um fluxo turístico bem maior do que no ano passado o carnaval continua sendo afetado pelas incertezas da economia e o endividamento das famílias.
ROBUSTA DE RONDÔNIA GANHA MERCADO MUNDIAL
O melhoramento da produção de café em Rondônia, contribuiu significativamente o ambiente de negócios para os empresários e cafeicultores. Conforme dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as exportações ultrapassaram os U$ 15,8 milhões, sendo que em 2022, a quantia somou pouco mais de U$ 169 mil. Entre os principais destinos no ano passado, figuram países como a Bélgica (que concentrou o maior volume de sacas exportado), Estados Unidos, Colômbia, Vietnã, Itália e Argentina. É a aplicação de novas tecnologias na lavoura cafeeira que explica este crescimento. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Enrique Alves, disse que até 2010, Rondônia produzia café de baixa qualidade em lavouras de padrão quase extrativista. A partir de estudos houve a substituição de lavouras obsoletas por outras mais modernas e que empregam novas tecnologias. É um pacote tecnológico que incorpora práticas como: propagação clonal, materiais genéticos de excelência, irrigação, novos arranjos espaciais, podas e práticas mais sustentáveis de conservação de água e solo. “Tudo isso, resulta em maior uniformidade das características agronômicas da lavoura e resistência a pragas e doenças. Além do mais, estas práticas garantem maior produtividade, qualidade e propriedades sensoriais únicas aos cafés Robustas Amazônicos”, explica. O cafeicultor, empresário e presidente da Associação dos Cafeicultores da Indicação Geográfica Matas de Rondônia (Caferon), Juan Travain ressaltou que no 2º semestre de 2023, houve a visita de uma comitiva internacional de compradores de café de 11 países, por meio do programa Exporta Mais Brasil, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). “Esta visita serviu para mostrarmos para o mundo a qualidade do nosso café produzido em Rondônia, e que já rendeu frutos”.
SORGO, SEGUNDO ESPECIALISTA, É ALTERNATIVA PARA SEGUNDA SAFRA EM RONDÔNIA
O produtor rural com o atraso no regime de chuvas em Rondônia, que em muitas áreas chegou com regularidade apenas no mês de dezembro de 2023, tem estudado melhor as opções de culturas agrícolas para a segunda safra. Por isto o milho, protagonista da segunda safra, teve um crescimento da área de 103% na última década. Entretanto, disputa espaço este ano com outras culturas como o sorgo e até mesmo com forrageiras que servem para cobertura de solo no inverno. Segundo o engenheiro Agrônomo Fernando Dutra, o representante da Shull Seeds, empresa 100% brasileira especializada em genética de milho e sorgo, “Em dezembro ainda havia muita gente terminando o plantio de soja, o que joga a semeadura de grandes áreas de safrinha para março, fora da janela ideal para o milho. Por isso, a indicação agora é por variedades superprecoces como o SHU6211, com tecnologia Trecepta, ou, em alguns casos para o sorgo, como o SHU511, cujos preços tendem a ficar competitivos”. O especialista, que é mestre em agronomia pela Universidade Federal da Grande Dourados e atua há 14 anos em Rondônia, destaca que alguns produtores tendem a desistir de parte das áreas do milho safrinha devido ao encurtamento da janela de plantio, para optar por semear parte das áreas de lavoura com forrageiras como Brachiaria ruziziensis e milheto, para manejo do solo e formação de palhada. Outra opção rentável além do milho é cultivar o sorgo granífero, para comercialização junto aos pecuaristas e confinadores de bovinos de corte, atividade tradicional que também se fortalece no estado. O representante da Shull em Rondônia detalha que com o preço da saca de 60 quilos de milho no mercado futuro cotado em torno dos R$ 67,00, para contrato vencimento setembro de 2024 (CCMU2024 na B3), o produtor rural passa a ter vantagens também com o sorgo.
AMAZONAS DEVE FECHAR 2023 COM RECORDE HISTÓRICO DE 500 MIL EMPREGOS
A quarta edição do Painel Econômico do Amazonas (PEA), realizado pelo Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (CIEAM), apresentou uma análise da economia amazonense para o último mês de outubro, trazendo também dados relevantes sobre setembro e novembro. O estudo mostra, por exemplo, que o nível de empregos na região segue em crescimento, e deve atingir um volume de 500 mil postos de trabalhos ocupados até dezembro, o que representará um recorde histórico para a região. Segundoo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, o Amazonas fechou outubro de 2023 com um total de 497.210 empregos formais, uma elevação de 3,7% sobre outubro de 2022. Este volume é um crescimento de quase 3.000 novas vagas em comparação com setembro (494.477 empregos). Em janeiro de 2023, o total de empregos formais no estado chegava a 473.000. Entre janeiro e outubro, portanto, a ampliação dos postos de trabalho foi de 5,1%. Este bom desempenho foi em todas as áreas, mas o setor que mais contribuiu com a alta foi o de Serviços.
SERVIÇOS DEVE CRESCER 2,1% EM 2024
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para baixo a previsão de crescimento das vendas no varejo, em 2023, de 2% para 1,8%. Também diante da perspectiva de crescimento econômico menor em 2024, a CNC projeta um crescimento de 1,6% nas vendas no varejo. A entidade acredita que o setor pode se beneficiar da esperada queda do custo do crédito, que deverá impulsionar as vendas de bens duráveis. Para o setor de serviços, a CNC estima que 2023 tenha fechado com um crescimento de 2,5%. E, para 2024, o crescimento deve ser um pouco menor, na casa dos 2,1%. Segundo o o presidente da CNC, José Roberto Tadros “Os serviços têm se destacado nos últimos anos como o setor mais dinâmico da economia brasileira, especialmente por ser um setor menos dependente das condições de crédito”.