O governo do Rio de Janeiro reabriu a licitação para comprar um helicóptero blindado Sikorsky UH-60 Black Hawk para a PMERJ, elevando o orçamento de R$ 64 milhões para R$ 72 milhões, com exigência de treinamento e suporte técnico incluídos.
Foto: US Army/John PellinoO governo do Estado do Rio de Janeiro reabriu a licitação para a compra de um helicóptero blindado Sikorsky UH-60 Black Hawk destinado à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). O novo edital, publicado nesta quarta-feira (26 de novembro), aumenta o valor previsto para a aquisição e tenta atrair fornecedores após a primeira tentativa ter fracassado por falta de interessados. As informações são do AeroIn.
No processo anterior, aberto em julho, o estado reservou até R$ 64 milhões para a compra de um helicóptero bimotor blindado com as características do Black Hawk. Como nenhuma empresa apresentou lance, a licitação foi suspensa. Agora, o novo certame fixa uma dotação de R$ 72 milhões e permanece aberto para propostas até 10 de dezembro, incluindo no pacote a aeronave, o treinamento das equipes e o suporte técnico.
O edital determina que o helicóptero deve transportar até 12 operadores, considerando 110 kg para cada um (agente mais equipamentos), operar em voo visual e por instrumentos, de dia e à noite, e ter blindagem resistente a disparos de armas calibre 7,62x51mm NATO (.308 Winchester). A aeronave precisa ter sido fabricada após 1990 e apresentar, no máximo, 6 mil horas de voo.
Entre as exigências técnicas, estão ainda a capacidade de levar carga externa por meio de gancho (cargo hook) com até 1.400 kg e compatibilidade com o bambi bucket, acessório usado para captação de água no combate a incêndios. O edital também prevê gancho para içamento de pessoal, cabine com displays primários e de navegação digital integrados (glass cockpit) e pintura no padrão verde OTAN, o mesmo adotado em aeronaves do Exército dos Estados Unidos.
O texto não cita suporte fixo para metralhadoras laterais. Pela prática em vigor, o Comando de Logística (COLOG) do Exército Brasileiro não autoriza forças policiais a operarem veículos com armamento montado de forma fixa, restrição hoje aplicada às Forças Armadas. No caso do Black Hawk, a metralhadora rotativa M134 é utilizada pela Força Aérea Brasileira (FAB); já Exército e Marinha realizam tiro lateral com o Airbus H225M Caracal, equipado com metralhadoras FN MAG.
Um dos fatores que podem ter afastado interessados na primeira licitação é o custo de homologação do Black Hawk junto à ANAC, que fica a cargo do fornecedor. No mercado civil americano, modelos da família UH-60/S-70 são encontrados por cerca de US$ 5,5 milhões (aproximadamente R$ 29 milhões), mas nem sempre atendem às exigências de idade, configuração de cockpit e demais requisitos operacionais estabelecidos pela PMERJ. Também há a possibilidade de compra de aeronaves usadas diretamente dos estoques do Exército dos Estados Unidos, em programas específicos de desmobilização, o que costuma exigir acordos e intermediações adicionais por parte das empresas interessadas.
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