AUDÁCIA NO AR: AVIÃO DE EX-PRESIDENTE DA ALERO É ALVO DE ROUBO EM PORTO VELHO
A segurança aérea em Rondônia voltou ao centro do debate após o audacioso roubo de uma aeronave pertencente ao ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa (Alero), Neodi Carlos Oliveira. O crime, ocorrido nas dependências do Aeroclube de Porto Velho, mobilizou as forças de segurança estaduais e a Polícia Federal em uma caçada que ultrapassa as fronteiras brasileiras.
A ação criminosa foi marcada pela organização e rapidez. Segundo relatos colhidos no local, homens armados invadiram o hangar onde a aeronave, um modelo Cessna 210, estava estacionada. Após renderem o pessoal de apoio e o caseiro do aeroclube, os criminosos prepararam a decolagem em poucos minutos. A aeronave Cessna 210 é altamente visada por grupos criminosos devido à sua robustez, capacidade de carga e autonomia, sendo ideal para pousos em pistas clandestinas e não preparadas.
A principal linha de investigação da Polícia Federal aponta que o avião teria sido levado para a Bolívia. O "modus operandi" é típico de organizações ligadas ao narcotráfico internacional, que utilizam aeronaves roubadas para o transporte de entorpecentes, dificultando o rastreamento pelas autoridades, já que os prefixos muitas vezes são clonados ou adulterados logo após o roubo.
O roubo do avião de Neodi Carlos não é um caso isolado. Nos últimos anos, Rondônia registrou diversos episódios de invasões a aeroclubes e hangares particulares. A proximidade com a fronteira boliviana torna o estado um ponto estratégico e, ao mesmo tempo, vulnerável. "A fragilidade na vigilância de hangares privados facilita a logística do crime organizado", destacou um especialista em segurança pública ouvido pela nossa redação.
A polícia continua trabalhando com cooperação internacional para tentar localizar o prefixo original e identificar os autores do roubo. Até o momento, a aeronave não foi recuperada.
