A investigação sobre a morte de Beatriz Calegari de Paula, de 26 anos, ganhou contornos de crime premeditado após a Polícia Civil de Lins identificar que a cena onde o corpo foi encontrado pode ter sido manipulada. O que reforça a tese de homicídio é o fato de Beatriz ter sido encontrada em solo seco, sobre a tampa do motor da piscina, enquanto o laudo do IML confirmou que a causa da morte foi asfixia por afogamento. Para os investigadores, a dinâmica sugere que a jovem foi afogada na piscina e, posteriormente, colocada ao lado da fiação elétrica para simular um acidente.
As "contradições significativas" mencionadas pela polícia referem-se ao depoimento da amiga de 40 anos, que estava na residência. Ela sustentou a versão de choque elétrico desde o primeiro momento, mas a perícia técnica não encontrou qualquer falha no sistema elétrico ou marcas de queimadura elétrica (sinal de Jellinek) no corpo da vítima. Além disso, a posição do corpo, de costas e sobre itens metálicos, foi vista como uma tentativa deliberada de induzir os socorristas e autoridades ao erro.
A prisão temporária da suspeita visa impedir que ela interfira na colheita de novas provas. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) agora busca entender a motivação do crime. Informações preliminares indicam que a polícia analisa o histórico de relacionamento entre as duas e possíveis registros em redes sociais que possam indicar conflitos recentes. O mistério sobre como Beatriz teria sido dominada para o afogamento sem apresentar outras marcas de violência física também está sob análise dos peritos.
Redação Diário O Norte
