A ideia é simples, mas o impacto é enorme
Levar máquinas de lavar industriais para dentro dos presídios para evitar que doenças de pele e infecções saiam de controle. O deputado Alex Redano (Republicanos) enviou o pedido ao Governo de Rondônia para que o sistema usado na Penitenciária Milton Soares de Carvalho — a "470", localizada na Estrada da Penal, zona rural da capital — deixe de ser um caso isolado e vire regra em todas as unidades de Porto Velho.
Na "470", o projeto “Mãos Limpas” já mostrou que colocar o enxoval e os uniformes para lavar do jeito certo derruba o número de atendimentos médicos. Para o deputado, manter a higiene lá dentro é uma questão que atinge quem está aqui fora também. Se o ambiente é insalubre, o risco de contágio viaja com os policiais penais, com os servidores administrativos e com as famílias em dias de visita.
“O muro não barra bactéria nem vírus. Quando a gente garante uma lavanderia de qualidade, estamos protegendo a saúde de toda a cidade”, explicou Redano.
Além de ser uma barreira contra doenças, o projeto tem um lado muito prático de ressocialização: são os próprios detentos que operam as máquinas.
Para o parlamentar, ocupar o tempo de quem está cumprindo pena com um trabalho profissional ajuda na disciplina e prepara o caminho para quando essa pessoa ganhar a liberdade. O foco agora é fazer com que a Sejus (Secretaria de Justiça) consiga levar essa estrutura para os outros presídios da região, transformando a limpeza em uma ferramenta de economia para os cofres públicos e de segurança para a sociedade.
Redação Diário O Norte
