
O problema é que esses momentos estão cada vez mais ficando maiores. “Há momentos, na história humana, que nenhuma teoria pode dar conta” (Michel Houellebecq).
NODO BIOCEÂNICO CENTRAL DISCUTIU ROTAS RUMO AO PACÍFICO
O encerramento do Nodo Bioceânico Central na sexta-feira (6) foi realizado com a assinatura da Carta de Porto Velho e do Protocolo de Irmandade com o Departamento de Beni, Bolívia. O evento, do governo de Rondônia, reuniu autoridades estratégicas do Brasil, Bolívia, Peru e Chile em Porto Velho durante três dias. Como resultados para destravar a logística regional foram definidos o pleito junto ao governo Federal pelo posto aduaneiro 24h na fronteira e a inclusão da rota via Costa Marques no Programa Rotas de Integração Sul-Americana. Estas medidas são consideradas passos importantes para reduzir custos e o tempo do transporte de produtos rondonienses rumo ao mercado asiático, fortalecendo a economia. O governador de Rondônia, Marcos Rocha, anfitrião do encontro, afirmou que o estado é prova de que é possível aumentar a produção sem abrir mão da preservação, sendo o Corredor Bioceânico Central a rota estratégica para que os produtos rondonienses alcancem o Mercado Global. Além de abrir portas para a exportação, o governador destacou que o corredor promove um intenso intercâmbio comercial e cultural entre os países da América Latina. Também as autoridades da Bolívia e do Chile também destacaram a importância da união regional e o compromisso de manter o ritmo das discussões técnica. Segundo José Alejandro Unzueta, governador do Beni, “Essa integração traz avanços para os quatro países. Vamos levar essa discussão para o Beni, dando continuidade ao que foi construído aqui para consolidar a rota que conecta a Amazônia aos Andes” e, para Diego Paco Mamani, governador de Arica e Parinacota, no Chile, “Esse intercâmbio terá continuidade no Chile com uma discussão técnica, para fazer com que os objetivos sejam alcançados e essa integração seja efetiva para todos”. No Ao final do encontro, foi anunciado que a próxima edição do Nodo Bioceânico será realizada no Departamento do Beni, na Bolívia.
A BANDA DO VAI QUEM QUER VEM COM TODA A CORDA
O carnaval está aí na porta e a contagem regressiva para a Banda do Vai Quem Quer (BVQQ) já começou. Este ano a meta da organização é entregar um desfile seguro e memorável, reafirmando a tradição da BVQQ como a maior celebração de alegria da Região Norte. Segundo Siça Andrade, presidente da agremiação, "Este é um dia de celebração e confraternização. Para a Banda, nossa maior prioridade é que o folião se divirta e retorne para casa em total segurança. O convite é este: vamos levar alegria e paz para a avenida, garantindo que o Carnaval seja, acima de tudo, um espetáculo de harmonia". Siça disse ainda que as vendas de abadás seguem na sede-museu (Rua Joaquim Nabuco, 2368 – Centro), das 8h às 18h, e em todas as unidades da rede Nova Era Supermercados. O investimento é de R$ 100 (dinheiro, Pix ou cartão de crédito).
AMAZONAS TEVE UMA QUEDA DE 22,59% NAS VENDAS DE VEÍCULOS EM JANEIRO
No Brasil janeiro de 2026 houve o registro de licenciamento de 366.712 veículos em todo o país, em performance 25,54% mais fraca que a de dezembro (492.473), embora 7,42% acima do patamar de 12 meses atrás (341.394). Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, a comercialização caiu 0,38% na comparação com o mesmo mês do ano passado, com a venda de 170,5 mil unidades entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Na comparação com dezembro, a queda foi mais acentuada, de 38,96%, movimento considerado típico do primeiro mês do ano, influenciado pelo período de férias e pela desaceleração sazonal da atividade econômica. Tentei encontrar dados sobre Rondônia sem sucesso. Encontrei sobre o Amazonas em que o setor comercializou 6.930 unidades, um desempenho 22,59% inferior ao de dezembro (8.952) e 7,96% de acréscimo em relação ao ano passado alimentado basicamente pela revenda de motocicletas e automóveis. Manaus concentrou 79,36% (5.500) das vendas do Estado, durante o mês passado. Os números são da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).
USO DO PIX CRESCEU 25,6% EM 2025
O avanço do Pix pode ser avaliado pela informação veiculada pela Ebanx de que este meio de pagamento já responde por mais de 40% das compras online no país em 2026, aproximando-se do cartão de crédito em um mercado que deve movimentar US$ 457 bilhões neste ano, de acordo com a Payments and Commerce Market Intelligence. ºO Banco Central, por sua vez, divulgou que o Pix registrou cerca de 79,8 bilhões de transações ao longo de 2025, um crescimento de cerca de 25,6% em relação às 63,5 bilhões de transações efetuadas em 2024. De modo que o sistema movimentou cerca de R$ 35,36 trilhões em 2025. Para fins de comparação, este valor é equivalente a aproximadamente três vezes o PIB do Brasil. Se há uma certeza, a partir destes dados, é a de que a digitalização do dinheiro alterou de forma estrutural a engrenagem do crédito no país. Ainda mais que estudos do Bank for International Settlements mostram que processos baseados em infraestrutura digital podem reduzir em até 40% o tempo de liquidação de operações financeiras. No Brasil, este movimento se intensificou com os avanços regulatórios e o uso de tecnologia para estruturar ativos do mundo real.
EMPRESÁRIOS VEEM ANO ELEITORAL COMO DESAFIO
A Amcham Brasil, em pesquisa realizada, constata que o empresariado brasileiro vai entrar no ciclo eleitoral de 2026 com cautela, mas sem abandonar as perspectivas positivas para os negócios. Segundo apurou 39% dos empresários classificam o cenário como neutro, enquanto 31% se dizem pessimistas e 16% otimistas em relação às eleições de 2026. Mas, os empresários veem o ambiente político doméstico, no ano eleitoral, como o principal desafio para os negócios, segundo 73% dos executivos ouvidos, seguido pela desaceleração da economia brasileira (51%) e pelo patamar elevado da taxa de juros (39%), que completam o grupo dos fatores mais citados pelo empresariado. Para eles, em 2026, a navegação exige mais atenção aos instrumentos do que ao horizonte. A visibilidade é menor, o ambiente é instável, mas as decisões serão tomadas com base em dados, análises comparativas e leitura técnica do cenário. É assim que, mesmo em condições adversas, as empresas mantêm o motor ligado para ajustar rotas, reduzir riscos e identificar oportunidades no mercado interno.
