A estrutura de atendimento aos estudantes com deficiência em Porto Velho passa por uma reorganização que tenta, pela primeira vez, colocar ordem em um setor marcado por décadas de improviso. Em nota técnica, a prefeitura admitiu que o início do ano letivo de 2026 enfrentou um crescimento atípico na demanda, com a chegada de 370 novos alunos à rede municipal, o que gerou um gargalo no suporte pedagógico em unidades específicas.
Apesar das dificuldades relatadas por famílias em algumas regiões, o balanço atual aponta que 91% dos alunos da educação especial já estão com o atendimento normalizado. O foco das secretarias de Educação (Semed) e de Inclusão (Semias) agora está concentrado em sete escolas que reúnem a maioria dos casos ainda em fase de "estudo de caso" — processo técnico que define o tipo de monitor ou apoio que cada criança terá direito conforme o Plano Educacional Individualizado (PEI).
O diferencial desta nova fase, segundo o município, é a tentativa de tirar a política de inclusão do papel apenas como um "favor" e transformá-la em obrigação administrativa. Com a Lei Municipal nº 1.000/2025 e a adesão ao plano federal "Viver sem Limite", o atendimento deixa de ser isolado na sala de aula e passa a ter previsão orçamentária própria, integrando saúde e assistência social.
A promessa da gestão é de que o modelo atual, focado na autonomia do estudante e não apenas no acompanhamento passivo, consiga absorver o déficit histórico. No entanto, o desafio imediato continua sendo a agilidade nas avaliações técnicas para que os 9% de alunos restantes não fiquem para trás neste ano letivo.
Redação Diário O Norte
Com informações da SECOM/PVH
