O que antes exigia deslocamentos exaustivos para grandes centros como São Paulo ou Curitiba, agora é realidade dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) em Porto Velho. Após seis meses de um rigoroso acompanhamento pós-operatório, o Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro confirmou o sucesso da primeira cirurgia de extensão óssea para nanismo (acondroplasia) realizada em toda a região Norte.
A pioneira dessa nova fase da medicina rondoniense é a jovem Emilly Joaquina da Costa, de 17 anos. Moradora de Alto Alegre dos Parecis, ela passou por um procedimento de alta complexidade que envolveu a implantação de fixadores externos no fêmur e na tíbia. O resultado, celebrado pela equipe médica e pela família, foi além da estética: houve uma correção funcional no alinhamento das pernas e um ganho de 10 centímetros de estatura, devolvendo mobilidade e qualidade de vida à adolescente.
O responsável pela condução do caso é o ortopedista Nelson Cesar Marquezini, especialista em reconstrução óssea. Segundo ele, o processo é meticuloso, exigindo ajustes periódicos e um acompanhamento multidisciplinar que agora segue na Policlínica Oswaldo Cruz (POC). "O objetivo é ampliar essas possibilidades. Já temos outros pacientes em triagem para passar pelo mesmo procedimento", revelou o médico, sinalizando que o caso de Emilly não será isolado.
Para quem acompanha as deficiências históricas da saúde pública na Amazônia, o feito representa um avanço na resolutividade local. O investimento em tecnologia e na qualificação de especialistas permitiu que Rondônia absorvesse uma demanda que, até pouco tempo, dependia exclusivamente do Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Agora, o desafio é manter o fluxo de triagem para que mais rondonienses tenham acesso a essa tecnologia sem precisar cruzar o país.
Redação Diário O Norte
Com informações da SECOM/GOV-RO
