Uma madrugada de terror marcou a região do Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (2). O desabamento de dois imóveis de dois pavimentos na antiga comunidade do Metrô resultou na morte de Michele Martins, de 40 anos, e deixou outras nove pessoas feridas. Em meio aos escombros, o resgate da pequena Ágatha, de apenas 7 anos e filha da vítima fatal, trouxe um fio de esperança após horas de uma operação delicada conduzida pelo Corpo de Bombeiros.
O acidente ocorreu por volta de 1h30 da manhã, na Avenida Rei Pelé. Moradores relataram ter acordado com um estrondo ensurdecedor seguido pela nuvem de poeira que tomou conta da via. Michele e a filha ficaram presas sob as estruturas por cerca de cinco horas. Enquanto a menina foi retirada com vida pouco antes das 6h30 e levada ao Hospital Souza Aguiar, a morte da mãe foi confirmada pela equipe médica no local minutos depois.
Condições climáticas e resposta de emergência
O desabamento aconteceu em um cenário de alerta na capital fluminense. O Centro de Operações da Prefeitura (COR-Rio) havia elevado a cidade ao Estágio 2 na noite anterior, devido às fortes chuvas e ventos que castigaram diversos bairros. Esse nível de monitoramento indica riscos reais de alagamentos e deslizamentos, o que pode ter contribuído para o colapso estrutural das residências.
A operação de socorro mobilizou mais de 50 militares de sete unidades operacionais, incluindo especialistas em salvamento em desastres. Com o encerramento das buscas, a Defesa Civil Municipal assumiu a área e interditou preventivamente quatro casas vizinhas para avaliar possíveis danos estruturais e evitar novas tragédias.
Além da criança resgatada, uma adolescente de 14 anos foi encaminhada ao Hospital Salgado Filho, no Méier. Até o momento, as causas oficiais do desabamento estão sendo periciadas, e o estado de saúde dos demais feridos não foi detalhado pelas unidades hospitalares.
Fotos: CBMERJ/Divulgação
