Em leilão realizado nesta quarta-feira (25) na B3, em São Paulo, a empresa Re.green venceu a concessão para restaurar áreas degradadas na Unidade de Manejo Florestal II (UMF II) da Floresta Nacional (Flona) de Bom Futuro, localizada em nosso estado. O projeto, estruturado pelo BNDES, marca um avanço significativo para a economia verde e a conservação ambiental em Rondônia.
Com um investimento previsto de aproximadamente R$ 87 milhões, a concessionária será responsável pela restauração ativa de cerca de 6 mil hectares e pela gestão de outros 34 mil hectares de floresta em pé. A principal fonte de receita será a comercialização de créditos de carbono, com estimativa de geração superior a 1,3 milhão de toneladas de CO₂ equivalente ao longo dos 40 anos de contrato.
A Flona de Bom Futuro possui cerca de 90 mil hectares totais. A proposta original previa a restauração de 12.375 hectares ao longo da concessão, sendo a área dividida em duas Unidades de Manejo Florestal (UMF I e UMF II). Esta iniciativa contribui diretamente para a meta nacional de restaurar 12 milhões de hectares até 2030; atualmente, o Brasil já possui 3,4 milhões de hectares em processo de recuperação, o que representa quase um terço do objetivo final.
Foto: Fernando Donasci/MMA
O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Garo Batmanian, ressaltou a viabilidade do projeto:
O modelo de concessão inclui cláusulas fundamentais que geram benefícios diretos para a população rondoniense:
O SFB informou que a estratégia para a outra unidade de manejo (UMF I), que não recebeu propostas neste leilão, será estudada para futuras licitações.
Localização e diferenciação
É importante destacar para o leitor do Diário O Norte que a área desta concessão é a Flona Bom Futuro, uma Unidade de Conservação Federal localizada entre os municípios de Porto Velho e Buritis, na região do distrito de Jacinópolis. Esta reserva ficou nacionalmente conhecida pelos altos índices de desmatamento e ocupações ao longo das últimas décadas.
O projeto atual foca exclusivamente no reflorestamento e na geração de créditos de carbono nesta unidade ambiental, não devendo ser confundido com o Garimpo Bom Futuro, situado em Ariquemes, que é uma área de exploração de cassiterita e não faz parte deste contrato de restauração.
Redação Diário O Norte
*Com informações do Ministério do Meio Ambiente (MMA)
O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Garo Batmanian, ressaltou a viabilidade do projeto:
"A restauração é uma necessidade no Brasil para protegermos nossos biomas e garantirmos que as populações locais possam utilizar os serviços ambientais gerados. O sucesso do leilão de hoje é um marco que coincide com os 20 anos do Serviço Florestal Brasileiro. Toda essa dinâmica integra as comunidades locais, gerando emprego e renda", afirmou.
O modelo de concessão inclui cláusulas fundamentais que geram benefícios diretos para a população rondoniense:
- Inclusão da Comunidade Karitiana: Destinação de recursos para o apoio à população indígena Karitiana e comunidades do entorno;
- Fomento à Economia Regional: Estímulo à compra de sementes e contratação de mão de obra local;
- Pesquisa e Educação: Investimentos obrigatórios em pesquisa científica e educação ambiental na área;
- Silvicultura de Nativas: Possibilidade de plantio de espécies nativas em áreas específicas.
O SFB informou que a estratégia para a outra unidade de manejo (UMF I), que não recebeu propostas neste leilão, será estudada para futuras licitações.
Localização e diferenciação
É importante destacar para o leitor do Diário O Norte que a área desta concessão é a Flona Bom Futuro, uma Unidade de Conservação Federal localizada entre os municípios de Porto Velho e Buritis, na região do distrito de Jacinópolis. Esta reserva ficou nacionalmente conhecida pelos altos índices de desmatamento e ocupações ao longo das últimas décadas.
O projeto atual foca exclusivamente no reflorestamento e na geração de créditos de carbono nesta unidade ambiental, não devendo ser confundido com o Garimpo Bom Futuro, situado em Ariquemes, que é uma área de exploração de cassiterita e não faz parte deste contrato de restauração.
Redação Diário O Norte
*Com informações do Ministério do Meio Ambiente (MMA)
