
É fazendo que o ser humano se faz. “O ser humano se transforma de acordo com o que pensa. Somos frutos de nossas obras” (Cervantes).
NO NORTE E EM RONDÔNIA NÚMERO DE HOMENS E MULHERES É QUASE IGUAL
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) as mulheres tem razão: estão faltando homens. São 92 homens para cada 100 mulheres no Brasil. Dependendo do Estado e da faixa etária o problema pode ser ainda mais grave, como no Rio de Janeiro e em São Paulo, que são cerca de 70 homens para cada 100 mulheres. No país existem 6 milhões a mais de mulheres e homens somente são maioria em dois estados. Mas, com base no Censo de 2022, segundo o IBGE, Rondônia não tem muito este problema, pois tem 99,4 homens para 100 mulheres, ou seja, muito equilibrado. No Norte mais ainda existem 99,7 homens para cada 100 mulheres.
INADIMPLÊNCIA DAS FAMÍLIAS É RECORDE NO BRASIL E EM RONDÔNIA
O mês de Fevereiro de 2026 registrou um novo recorde de endividamento das famílias com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) desde 2010, alcançando 80,2% das famílias brasileiras, que possuem alguma dívida. Este é o maior nível de endividamento de toda a série histórica da pesquisa feita mensalmente O índice representa um avanço de 0,7% em relação a janeiro e supera em 3,8% o resultado de fevereiro de 2025. Também houve uma retomada da inadimplência que interrompeu três meses de queda e subiu para 29,6%. A inadimplência de Rondônia, também recorde, foi de 87,3%, maior 8,8% do que a nacional. Em relação ao mês anterior houve um crescimento de 1,1% e em relação a fevereiro de 2025 de 0,9%. Mesmo permanecendo muito alta a percentagem das famílias com contas em atraso (58,9%) caiu 3,1% e a das famílias que não podem pagar em Rondônia (22,4%) caiu 5% em relação ao mês anterior.
PRODUÇÃO DE DUAS RODAS NO PIM BATE RECORDE NO 1º BIMESTRE
O Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou, nos dois primeiros meses de 2026, o seu melhor desempenho dos últimos 15 anos com a produção de 348.732 unidades, um volume 1,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025. É o que informa a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares - Abraciclo apontando que em fevereiro, um mês com menor produção por conta do carnaval, foram produzidas 164.104 motocicletas, um volume 7,1% menor que no mesmo mês do ano passado e 11,1% inferior ao alcançado em janeiro. Segundo o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, “O desempenho do primeiro bimestre reforça o bom momento vivido pela indústria de motocicletas”.
BRASILEIROS DE ALTA RENDA ESTÃO INDO PARA O URUGUAI
A Receita Federal constatou que, entre 2022 e 2024, o número de brasileiros de alta renda que transferiram formalmente seu domicílio fiscal para o Uruguai teve um crescimento de 381%, com os registros passando de 21 para 101 contribuintes. O número absoluto ainda pode ser considerado modesto, mas o crescimento percentual chama a atenção por envolver contribuintes com elevado patrimônio. Para o professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Ahmed El Khatib, especialista em finanças, o movimento se dá num contexto de mudanças no ambiente tributário brasileiro e pela opção por regimes fiscais mais competitivos oferecidos por outros países. “O aumento desse movimento coincide com um cenário em que o Brasil amplia a tributação sobre renda global e estruturas patrimoniais no exterior, elevando o custo fiscal de quem permanece residente no País com investimentos internacionais. Ao mesmo tempo, o Uruguai oferece regimes tributários vantajosos para novos residentes, o que acaba criando um diferencial relevante na tomada de decisão”. Segundo o professor, diversos fatores influenciam a escolha de transferência de domicílio fiscal-como segurança, estabilidade institucional, qualidade de vida e regras para investimentos. Ainda assim, os aspectos tributários tendem a exercer peso determinante para contribuintes de grandes patrimônios.
TRÊS PAÍSES CONCENTRAM MAIS DE METADE DOS BILIONÁRIOS DO MUNDO
A revista Forbes fez uma atualização dos bilionários do mundo divulgando que são 3.373, dos quais 53,4% pertencem a três países (EUA, 975; China, 608 e a Índia, 219). O Brasil aparece em 8º lugar no ranking, com 73 bilionários, participando com 2,2% do total. É interessante observar que países com Produto Interno Bruto-PIB maior tem um número menor de milionários como Reino Unido (55) e França (54).
VAREJO OTIMISMO CERCADO DE INCERTEZA
O cenário para o setor varejista nos próximos meses apresenta um contraste nítido entre as projeções estatísticas e a realidade macroeconômica. Embora o Índice Antecedente de Vendas (IAV-IDV) aponte para um crescimento, o ambiente de incerteza global impõe cautela aos investidores e lojistas. A dinâmica de preços no início do ano traz sinais mistos que impactam diretamente o poder de compra e o custo do crédito. O IPCA de janeiro registrou uma alta de +0,33%, acumulando +4,44% em 12 meses. Já a prévia da inflação oficial (IPCA-15) registrou uma alta de 0,84% em fevereiro de 2026, superando o teto das estimativas do mercado. A meta de inflação está projetada para 2026 em 3,95%, dentro do intervalo de tolerância, sugerindo uma desaceleração gradual. Porém, a expectativa anterior de cortes sucessivos na taxa de juros está sob xeque. A instabilidade geopolítica no Oriente Médio gera volatilidade nos preços das commodities, o que pode forçar o Banco Central a manter a Selic em patamares elevados por mais tempo. As projeções do IAV são, portanto, vista pelo mercado com ceticismo.
