
Há pessoas que são videntes. “O Brasil é um asilo de lunáticos onde os pacientes assumiram o controle” (Paulo Francis).
TROCA DE COMANDO NA SEFIN
O Secretário de Estado de Finanças (SEFIN), Luiz Fernando Pereira da Silva, foi exonerado do cargo. oficialmente nesta quinta-feira, 12 de março. Para o seu lugar, desde 12 de março, o Governador oficializou a nomeação de Franco Maegaki Ono, que até então era Secretário Adjunto. Não foi dada nenhuma explicação para a troca que é considerada como uma solução de continuidade, já que Franco Ono possui perfil técnico e sendo muito familiarizado com a gestão da secretaria.
RONDÔNIA COM ESTANDE NA PESCA TRADE SHOW 2026
Rondônia está participando do 4º Fórum Nacional do Turismo da Pesca, evento realizado durante a Pesca & Companhia Trade Show 2026, a maior feira do segmento na América Latina. O encontro acontece de 12 a 14 de março, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com representantes do setor público, empresários e especialistas para discutir o fortalecimento do turismo de pesca no país. Rondônia está no evento com um estande institucional, uma parceria do governo de Rondônia entre a Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec). O espaço é dedicado à promoção dos atrativos turísticos do estado, com destaque para a pesca esportiva, segmento que vem ganhando força e projeção nacional. Durante o fórum, representantes do setor público e do trade turístico discutem o tema “Ações e estratégias para atrair o pescador estrangeiro para destinos de pesca brasileiros”, abordando infraestrutura, qualidade dos serviços e alinhamento com a legislação do setor- fatores considerados fundamentais para ampliar a presença do Brasil no mercado internacional do turismo de pesca.
PARA 78,9% DOS BRASILEIROS O CONSUMO ESTÁ SENDO MAIOR QUE A RENDA
O Índice Hibou do Consumidor Brasileiro (IHCB), que mede o estado emocional, econômico e social do consumo no país, revela um cenário de forte pressão financeira entre os brasileiros: o país está na faixa “consumidor sobrevivente”, categoria que vai de 0 a 39 pontos e indica predominância de insegurança financeira e baixa confiança no ambiente econômico. O indicador que avalia como o brasileiro percebe sua capacidade real de viver, consumir e planejar o próprio futuro, integrando três dimensões centrais da experiência de consumo no país: segurança financeira, confiança no sistema e potência de consumo, nos mostra que o consumo no Brasil hoje acontece sob forte tensão econômica e emocional. A principal emoção associada ao futuro do país é a preocupação (41,8%), seguida por insegurança (22,6%) e revolta (12,3%). Sentimentos positivos aparecem em menor proporção, como esperança (9,3%) e confiança (3%). Num país onde a população é naturalmente mais otimista, esse olhar acende um alerta importante. A percepção econômica também é majoritariamente negativa. Em comparação com um ano atrás, quase metade (48,4%) considera que a vida como consumidor está pior, 29,8% dizem que está um pouco pior e 18,6% afirmam estar muito pior, enquanto 26,4% consideram que está igual, 19,5% dizem estar um pouco melhor e 5,7% avaliam que está muito melhor. Entre os fatores que mais pesam no cotidiano financeiro, o preço dos alimentos (57%) aparece como principal preocupação, seguido por impostos altos (42,1%), dificuldade para guardar dinheiro (33,9%), contas básicas como luz, água e gás (28,3%) e gastos com saúde (27,9%). O medo financeiro também reflete essa pressão. O maior temor dos brasileiros é o aumento constante dos preços (27%), seguido por não conseguir pagar contas básicas (21,6%) e não conseguir se aposentar com segurança (16,6%). A percepção sobre o custo de vida também reforça o cenário de pressão econômica: 78,9% afirmam que o custo de vida está muito acima da renda, 14% dizem que está um pouco acima, 2,6% consideram equilibrado e 4,6% afirmam estar abaixo da renda. Esse ambiente impacta diretamente a segurança para planejar o futuro. 39,9% dizem sentir nenhuma segurança para planejar o futuro financeiro e 38,4% relatam pouca segurança, enquanto 14,7% afirmam ter alguma segurança, 5,1% dizem ter boa segurança e apenas 1,9% relatam muita segurança.
CAUTELA E CALDO DE GALINHA....
O Ibovespa voltou a perder o patamar dos 180 mil pontos ontem. Com a combinação de turbulência política, inflação acima do esperado, preocupações crescentes com o grande endividamento das empresas e famílias, bem como expectativas pessimistas dos empresários diante dos eventos recentes. Ainda assim há crença na aposta de corte de 0,25 na reunião do Copom da próxima semana. Mas, há quem pense que será uma decisão influenciada pela política quando a margem de manobra é muito limitada. A atividade econômica segue resiliente e a inflação mais pressionada. Neste contexto, os dados de serviços ganham uma importância adicional: se vierem fortes, tendem a consolidar um início de ciclo mais cauteloso. O certo, no entanto, é cautela. Afinal a disparada do petróleo, com alta de 40% desde o início de março e 70% no ano, superando US$ 100 por barril, além de ser o maior nível em quase quatro anos, indica que o mar não está para peixe.
