Foto: Folha do Sul Online
O Tribunal do Júri de Vilhena encerrou, na madrugada deste sábado (25), um dos julgamentos mais aguardados da região. Após quase 20 horas de sessão, marcadas por debates acalorados e momentos de tensão, o conselho de sentença definiu o futuro de Maikon Sega Araújo e Raqueline Leme Machado.
O julgamento foi marcado por um incidente em que a juíza presidente, Liliane Pegoraro Bilharva, precisou retirar o público do plenário. A medida foi tomada após a defesa utilizar informações sigilosas de outro inquérito para citar nomes de suspeitos que não estavam no banco dos réus. Um dos advogados chegou a declarar:

Clei Bagattini, dentista morto no próprio consultório em RO


As investigações revelaram o nível de planejamento do grupo:

Depoimentos emocionantes
Ao todo, 17 testemunhas foram ouvidas. O depoimento da mãe de Clei Bagattini comoveu os presentes; ela descreveu o filho como um "menino alegre, dedicado e sem inimigos". A esposa do dentista também relatou o trauma e o impacto devastador na vida da família, especialmente para o filho menor de idade da vítima.
Apesar das condenações, o desfecho do júri mantém duas perguntas cruciais sem resposta: Quem foi o mandante intelectual? e Qual foi a real motivação do crime? O Ministério Público de Rondônia (MPRO) afirmou que as investigações continuam para identificar a "cabeça" da organização criminosa.
Redação Diário O Norte
Fotos Reprodução NorteSBT
O Tribunal do Júri de Vilhena encerrou, na madrugada deste sábado (25), um dos julgamentos mais aguardados da região. Após quase 20 horas de sessão, marcadas por debates acalorados e momentos de tensão, o conselho de sentença definiu o futuro de Maikon Sega Araújo e Raqueline Leme Machado.
O julgamento foi marcado por um incidente em que a juíza presidente, Liliane Pegoraro Bilharva, precisou retirar o público do plenário. A medida foi tomada após a defesa utilizar informações sigilosas de outro inquérito para citar nomes de suspeitos que não estavam no banco dos réus. Um dos advogados chegou a declarar:
“Conhecemos o meio da cobra, precisamos conhecer o rabo e a cabeça da cobra”, sugerindo que ainda há envolvidos não alcançados pela justiça.
Clei Bagattini, dentista morto no próprio consultório em RO
Detalhes das condenações e sentenças
- Maikon Sega Araújo (23 anos e 4 meses): Foi condenado por homicídio duplamente qualificado (paga de recompensa e recurso que impossibilitou a defesa). A magistrada destacou que Maikon tem uma conduta voltada ao crime e foi o responsável por fornecer a motocicleta utilizada na fuga do executor. Ele seguirá preso em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade.
- Raqueline Leme Machado (6 anos): Os jurados afastaram as qualificadoras para ela, condenando-a por homicídio simples. A juíza fixou a pena no mínimo legal, com cumprimento inicial em regime semiaberto. Por ter colaborado com a instrução e não possuir antecedentes, ela poderá recorrer em liberdade, mantendo o uso de tornozeleira eletrônica.
- Maico da Silva Raimundo (O Executor): Responsável por puxar o gatilho, Maico fingiu ser um paciente para executar o dentista. Ele não sentou no banco dos réus porque morreu em confronto com a polícia no final de 2024, no estado do Mato Grosso, enquanto tentava escapar do cerco policial após meses de fuga.
As investigações revelaram o nível de planejamento do grupo:
- Disfarce: O executor, Maico da Silva Raimundo (morto em confronto no MT), marcou uma consulta falsa com nome fictício um dia antes do crime.
- Plano de Contingência: Raqueline teria ajudado ao marcar um segundo horário na clínica, servindo como alternativa caso o primeiro plano de execução falhasse.
- Logística: O grupo se reuniu na noite anterior ao crime para alinhar os detalhes da fuga e troca de veículos.
Ao todo, 17 testemunhas foram ouvidas. O depoimento da mãe de Clei Bagattini comoveu os presentes; ela descreveu o filho como um "menino alegre, dedicado e sem inimigos". A esposa do dentista também relatou o trauma e o impacto devastador na vida da família, especialmente para o filho menor de idade da vítima.
Apesar das condenações, o desfecho do júri mantém duas perguntas cruciais sem resposta: Quem foi o mandante intelectual? e Qual foi a real motivação do crime? O Ministério Público de Rondônia (MPRO) afirmou que as investigações continuam para identificar a "cabeça" da organização criminosa.
Raqueline Leme Machado Maicon da Silva Raimundo
(autor dos disparos)
Foto: Polícia Civil/Divulgação
Redação Diário O Norte
Fotos Reprodução NorteSBT
