
Isto nem parece uma afirmação antiga. “Quero pedir aos excelentes senhores senadores que não extrapolem os limites de sua área de atuação invadindo a nossa” (Luiz Vasconcelos, o palhaço Xuxu).
MUDANÇAS NA CONEXÃO AÉREA DE RONDÕNIA
Anunciado pelo Governo de Rondônia a expansão da malha aérea de Rondônia, com a inclusão de novos voos e horários nos aeroportos regionais de Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena. Desde 2019, o governo de Rondônia já investiu mais de R$ 80 milhões nos aeroportos sob sua responsabilidade, por meio do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO), para atualizar os aeroportos, que passam a contar com maior frequência de voos comerciais regulares, operados com aeronaves do tipo E195-E2, ampliando as conexões com destinos estratégicos como Cuiabá (CGB) e Campinas/Viracopos (VCP), pela Azul. No aeroporto de Cacoal, a ampliação contempla voos às segundas, quartas e domingos, com chegada às 16h e saída às 16h45, além de operações às terças e sábados, no horário das 12h20 às 13h, ampliando as opções ao longo da semana para os usuários do transporte aéreo. Em Ji-Paraná, a malha aérea passa a contar com voos às segundas e sextas-feiras, com chegada às 12h20 e saída às 13h, além de operações às terças, quintas e sábados, com chegada às 16h15 e saída às 16h55, reforçando a frequência semanal. E em Vilhena, os voos ocorrem segunda, terça, quarta e sexta-feira, com chegada às 15h50 e saída às 16h30, além de operações às quintas-feiras e sábados, com voos no período das 12h20 às 13h. Segundo o diretor-geral do DER-RO, Eder André Fernandes, a iniciativa acompanha o crescimento da demanda por transporte aéreo no estado. No entanto, as operações não representam ampliação de quantidade de voos, mas fazem parte de uma alteração da malha da Azul, que apenas trocou seus voos entre Cuiabá (MT) e as três cidades rondonienses pela ligação destas com o terminal de Campinas.
PIONEIROS DA DANÇA
Um projeto idealizado por Maria Braga, produtora cultural com formação em literatura e especialização cultural, o documentário “Pioneiros da Dança em Rondônia”, um curta com duração de 15 minutos, foi lançado em 27 de março no Centro Cultural do SESC. A obra aborda os dançarinos Chagas Peres, Berenice Simão, Christina Pontes, Nara Teixeira e Andréia Melo, artistas provenientes de diversas regiões, que se notabilizaram por promover a dança em Rondônia e colaborar na formação de novos dançarinos em nosso estado. O curta foi realizado graças ao Edital nº 001 da Lei Paulo Gustavo-Audiovisual-Bolsas para arte em vídeo.
BOLETIM FOCUS PROJETA INFLAÇÃO ACIMA DA META EM 2026
O Relatório Focus desta semana aponta uma piora acentuada nas expectativas de inflação para 2026. A projeção do IPCA para 2026 subiu para 4,71%, bem acima dos 4,36% da semana anterior e dos 4,10% de quatro semanas atrás. É a maior estimativa do ano e a primeira vez que estoura a meta de inflação, que é de 4,5% ao ano. Já a projeção para o Produto Interno Bruto-PIB, medição da atividade econômica, indica estabilidade em 1,85% para 2026 e, para 2027, permanece pela 15ª semana seguida em 1,8%. Quanto ao câmbio a previsão foi de queda do dólar de R$ 5,40 para R$ 5,35 em 2026 e de R$ 5,45 para R$ 5,40 em 2027.
GOVERNO ESTUDA MAIS UM PROGRAMA DE RENEGOCIAÇÃO DE DÍVÍDAS
Anunciado, o que nada tem de espantoso em ano de eleições, que o Governo Federal, nos próximos dias, irá criar um novo programa de renegociação de dívidas voltado para famílias brasileiras, com proposta de descontos de até 80% sobre os valores devido. Deve ser, apesar de seu aspecto eleitoreiro, um alívio para o recorde histórico de cidadãos inadimplentes do Brasil de 81,7 milhões em março de 2026. Segundo as especulações será um novo Desenrola Brasil com o governo estimulando os bancos, fintechs e outras instituições de crédito concedam descontos expressivos, de até 80%, e, se necessário, irá atuar como garantidor do refinanciamento do saldo devedor remanescente, reduzindo os riscos e ampliando a adesão. Que é uma boa medida não resta dúvida, de vez que o programa de renegociação de dívidas é importante porque ajuda as famílias a reorganizarem o orçamento e recuperarem o poder de consumo e estimula a economia. Porém, como não se toca nas causas é uma medida meramente paliativa.
SUPERMERCADO VIROU VITRINE DA CARNE
Estudo realizado pelo Instituto Qualibest, que ouviu 1.021 pessoas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 em todas as regiões do país, mostra que o supermercado virou a vitrine onde a carne conquista seu consumidor. Com o nome de “A Carne do Futuro é Animal” aponta que 69% das compras de carne bovina são feitas em hiper e supermercados. Também verifica que 63% dos entrevistados consomem a proteína duas ou mais vezes por semana e 21% uma vez por semana. 73% apontam o almoço em casa como a ocasião principal e 62% citam o churrasco como momento frequente. Com 66% citando preço, 45% frescor e 40% data de validade como prioridades, o consumidor compra com os olhos e com o bolso. A confiança na qualidade da carne brasileira é elevada, com 80% avaliando-a como boa ou ótima. Sobre saúde, 91% veem benefícios no consumo, sendo 82% que destacam a carne como fonte de proteína e 57% que citam ferro e vitaminas. Esres números mostram que o público não abandona o produto, mas pede provas simples e verificáveis no ponto de venda. Inclusive há disposição a pagar por garantias. Para saber a origem, 44% dizem que pagariam um pouco a mais e 19% que pagariam mais. Para carne com certificações de sustentabilidade, 51% pagariam um pouco a mais e 22% pagariam mais. Para certificações de bem-estar animal, 49% pagariam um pouco a mais e 24% pagariam mais. Há também curiosidade por novas proteínas: sobre carne vegetal, 26% nunca consumiram e não têm interesse, 26% nunca consumiram mas têm interesse e 24% consomem às vezes. Em relação à carne cultivada, 37% conhecem o conceito e 63% não conhecem, com fatias relevantes de “sim com certeza” e “talvez” ao perguntar sobre experimentar.
