Uma denúncia de cárcere privado, sequestro e tortura mobilizou diversas frentes operacionais da Polícia Militar na noite deste domingo (24), no condomínio residencial Morar Melhor, situado no bairro Aeroclube, na zona Sul de Porto Velho. Um jovem de 26 anos foi invadido e retirado à força de um apartamento por criminosos armados, que tentavam forçar sua submissão e alistamento compulsório em uma organização criminosa que atua na região.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava hospedada temporariamente no apartamento de um familiar quando o imóvel foi cercado e invadido por cinco suspeitos armados. O bando recolheu imediatamente os aparelhos celulares de todos os ocupantes da residência para vasculhar arquivos, fotos e redes sociais, buscando indícios de que o jovem possuísse qualquer vínculo com a facção Comando Vermelho (CV).
Sessão de espancamento e tortura em área de mata
Mesmo sem encontrar evidências de ligação com o grupo rival, os infratores iniciaram um interrogatório violento. Sob constantes ameaças de execução sumária por meio do "Tribunal do Crime", a vítima foi mantida em cárcere privado dentro do apartamento e, na sequência, transladada à força para uma área de vegetação densa localizada nas proximidades da pista de pouso do Aeroclube.
No cativeiro em meio à mata, o jovem foi submetido a uma intensa sessão de agressões físicas com o uso de pedaços de madeira e barras de ferro. Os golpes concentraram-se na região das costas, braços, pernas e plantas dos pés. Conforme os relatos coletados pelas autoridades, os agressores afirmaram que a permanência e a sobrevivência da vítima e de seus familiares no residencial Morar Melhor dependiam obrigatoriamente de sua filiação aos quadros do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Mobilização da inteligência e buscas no condomínio
A Polícia Militar foi acionada e enviou guarnições de rádio patrulha ao local. Devido à gravidade dos traumas sofridos nos membros inferiores, o jovem apresentava severas dificuldades de locomoção e precisou receber os primeiros socorros de estabilização. Durante o atendimento preliminar, os policiais apresentaram um banco de dados fotográficos à vítima, que conseguiu identificar formalmente a qualificação visual de alguns dos executores da tortura.
Diante da identificação dos suspeitos, equipes da Patrulha Volante, com o suporte estratégico de agentes do Núcleo de Inteligência (NI) do 9º Batalhão da Polícia Militar e do Coordenador de Policiamento da Capital (CPC), deflagraram um cerco tático nos blocos de apartamentos e nas rotas de fuga do entorno. Apesar do intenso patrulhamento ostensivo, nenhum dos agressores foi capturado até o fechamento desta edição.
O caso foi formalmente registrado no Departamento de Flagrantes e as investigações de campo foram assumidas pela Delegacia Especializada em Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil. Os inspetores utilizarão os dados qualificadores e as imagens dos suspeitos identificados para requerer os mandados de prisão preventiva junto ao Poder Judiciário.
Redação Diário O Nort
A Polícia Militar foi acionada e enviou guarnições de rádio patrulha ao local. Devido à gravidade dos traumas sofridos nos membros inferiores, o jovem apresentava severas dificuldades de locomoção e precisou receber os primeiros socorros de estabilização. Durante o atendimento preliminar, os policiais apresentaram um banco de dados fotográficos à vítima, que conseguiu identificar formalmente a qualificação visual de alguns dos executores da tortura.
Diante da identificação dos suspeitos, equipes da Patrulha Volante, com o suporte estratégico de agentes do Núcleo de Inteligência (NI) do 9º Batalhão da Polícia Militar e do Coordenador de Policiamento da Capital (CPC), deflagraram um cerco tático nos blocos de apartamentos e nas rotas de fuga do entorno. Apesar do intenso patrulhamento ostensivo, nenhum dos agressores foi capturado até o fechamento desta edição.
O caso foi formalmente registrado no Departamento de Flagrantes e as investigações de campo foram assumidas pela Delegacia Especializada em Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil. Os inspetores utilizarão os dados qualificadores e as imagens dos suspeitos identificados para requerer os mandados de prisão preventiva junto ao Poder Judiciário.
Redação Diário O Nort
