O apito da locomotiva, símbolo máximo da identidade rondoniense, está cada vez mais próximo de se tornar uma rotina para moradores e turistas. A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), deu um passo decisivo esta semana ao trazer especialistas da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) para realizar a inspeção técnica necessária para a reativação do passeio de trem.
O projeto visa restabelecer o transporte de passageiros no trecho que liga o Complexo da Madeira-Mamoré à região do Cai N’água, resgatando uma experiência que estava paralisada há décadas.
O projeto visa restabelecer o transporte de passageiros no trecho que liga o Complexo da Madeira-Mamoré à região do Cai N’água, resgatando uma experiência que estava paralisada há décadas.
Diagnóstico Técnico e Segurança
A equipe enviada pela ABPF conta com engenheiros civis e mecânicos especializados em ferrovias históricas.
O trabalho consiste em duas frentes principais:
Material Rodante: Avaliação estrutural dos vagões e da parte mecânica para garantir que o transporte de passageiros ocorra com total segurança.
Linha Férrea: Inspeção dos trilhos dentro e fora do complexo, incluindo as áreas do Cai N’água e do Triângulo. O objetivo é diagnosticar os danos causados pelo tempo, pela falta de manutenção e pelas históricas enchentes do Rio Madeira.
Segundo James Ilg, diretor-presidente da ABPF, o relatório técnico resultante desta visita será o "norte" para os trabalhos de restauração. “Esse documento vai orientar o início das obras, apontando exatamente o que precisa ser feito para uma operação segura”, explicou.
Material Rodante: Avaliação estrutural dos vagões e da parte mecânica para garantir que o transporte de passageiros ocorra com total segurança.
Linha Férrea: Inspeção dos trilhos dentro e fora do complexo, incluindo as áreas do Cai N’água e do Triângulo. O objetivo é diagnosticar os danos causados pelo tempo, pela falta de manutenção e pelas históricas enchentes do Rio Madeira.
Segundo James Ilg, diretor-presidente da ABPF, o relatório técnico resultante desta visita será o "norte" para os trabalhos de restauração. “Esse documento vai orientar o início das obras, apontando exatamente o que precisa ser feito para uma operação segura”, explicou.
Um Resgate de 20 Anos de Abandono
A retomada deste projeto ganhou força no ano passado sob a gestão do prefeito Léo Moraes, quando a locomotiva 18 voltou a funcionar após duas décadas de inatividade. O plano agora é muito mais ambicioso e inclui um pacote de revitalização que será apresentado oficialmente no aniversário da capital, em outubro.
O pacote prevê a reforma de:
Locomotiva 15;
Litorina e Kalamazoo (veículos ferroviários menores);
Equipamentos históricos de manutenção.
Identidade e Turismo
Para o historiador e secretário executivo de turismo, Aleks Palitot, o retorno do trem é um divisor de águas para a economia local. “Representa um resgate cultural profundo e um impulso gigante para o turismo da nossa capital”, afirmou.
O prefeito Léo Moraes reforçou o valor sentimental da obra para o povo de Porto Velho. “Estamos trabalhando para devolver à população uma das experiências mais simbólicas da nossa cidade. O trem faz parte da nossa identidade e esse projeto une preservação e valorização cultural”, declarou.
Embora o trajeto inicial seja curto — ligando o complexo ao Cai N’água — ele é considerado o marco zero para a reativação completa da ferrovia, simbolizando o reencontro de Porto Velho com suas raízes ferroviárias.
Redação Diário O Norte
Com informações da Semtel / Secom
