A repressão ao comércio varejista de substâncias entorpecentes em núcleos habitacionais e o desmantelamento de pontos de distribuição urbana pautam as ações operacionais das forças de segurança na capital. Um adolescente de 17 anos, identificado pelas iniciais P.T.S., foi apreendido em flagrante por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas na noite desta terça-feira (23). A ação foi executada por uma equipe da Força Tática do 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM) no interior do Residencial Morar Melhor, complexo de moradias localizado na Zona Sul de Porto Velho.
A incursão tática ocorreu no início da noite, motivada pelo mapeamento de denúncias anônimas sobre a venda de entorpecentes no condomínio.
Monitoramento de bloco e varredura domiciliar
Os policiais militares da unidade tática realizavam o patrulhamento a pé e motorizado nas imediações do Bloco 06 do residencial quando avistaram o menor em atitude suspeita. Ao perceber a aproximação das viaturas, o jovem iniciou uma fuga e buscou refúgio no interior do apartamento 103 para evitar a abordagem de rotina.
A guarnição realizou o cerco ao imóvel e fez contato com o responsável legal pelo local, identificado como P.M.F.S., irmão do adolescente. Após receber a autorização formal do morador para ingressar no recinto, os militares detiveram o suspeito. De imediato, o menor confessou que havia tentado se evadir devido ao fato de estar portando e comercializando porções de substâncias ilícitas no pátio do bloco habitacional.
Insumos químicos e contabilidade do tráfico
Durante a busca minuciosa realizada nos cômodos do apartamento, os integrantes da Força Tática localizaram o depósito do material ilícito oculto no interior de um rack, na sala de estar. O balanço das apreensões técnicas resultou no confisco de:
Substâncias Entorpecentes: 18 invólucros plásticos e uma porção maior concentrada de cocaína, além de 11 invólucros de maconha prensada.
Insumos de Refino: Recipientes contendo bicarbonato de sódio — composto químico utilizado para aumentar o volume e o rendimento do pó — e rolos de plástico filme destinados à endolação das drogas.
Ao ser questionado sobre a estrutura financeira do negócio ilícito, o adolescente detalhou que comercializava cada porção das substâncias pelo valor fixo de R$ 20,00 diretamente aos usuários do residencial. O jovem assumiu a responsabilidade jurídica integral sobre o arsenal de entorpecentes e isentou o irmão de qualquer envolvimento ou conivência com a atividade ilegal no imóvel. O menor foi conduzido e apresentado na Central de Flagrantes da Polícia Civil, acompanhado do material apreendido, para o registro da ocorrência e a adoção das medidas socioeducativas cabíveis previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Redação Diário O Norte
