A elucidação de crimes violentos letais intencionais, a preservação de locais de crime e o suporte psicológico a testemunhas vulneráveis norteiam as ações de segurança pública no interior do estado. Um duplo homicídio por arma de fogo foi registrado na tarde de sábado (27), por volta das 14h40, em uma propriedade situada na Avenida Aeroporto, na zona rural do município de São Miguel do Guaporé. Duas pessoas do sexo masculino foram executadas no interior do imóvel após uma invasão domiciliar.
A dinâmica do atentado aponta para uma ação planejada de execução, sem chances de defesa para as vítimas.
Invasão domiciliar e dinâmica das execuções
De acordo com o histórico preliminar colhido por policiais militares, dois homens armados transpuseram o muro perimetral da residência e surpreenderam os ocupantes que se encontravam na área dos fundos preparando uma refeição. Sob forte ameaça, os criminosos ordenaram que os homens se deitassem no solo e, imediatamente, desferiram múltiplos disparos de arma de fogo contra as vítimas.
Durante a execução, uma mulher que segurava uma criança recém-nascida nos braços também foi rendida e mantida sob a mira das armas. Os executores exigiram que ela destrancasse o portão principal para agilizar a rota de fuga. Devido ao estado de choque emocional, a testemunha não conseguiu operar a fechadura, o que forçou os agressores a empreenderem fuga escalando novamente o muro dos fundos da propriedade.
As vítimas foram formalmente identificadas pelas equipes de identificação civil:
Patrick dos Santos Pantoja: Alvejado por múltiplos projéteis em regiões vitais, teve o óbito constatado ainda no local da abordagem pelos socorristas.
Ruan Souza Stefanini da Silva: Apresentava sinais vitais e recebeu manobras de suporte avançado de vida, sendo transladado para a unidade hospitalar local, porém não resistiu à gravidade das lesões e faleceu durante o atendimento médico de emergência.
Mobilização pericial e instauração de inquérito
Guarnições de rádio patrulha da Polícia Militar isolaram completamente a área do crime para resguardar os vestígios balísticos e iniciaram cercos táticos nas estradas vicinais da região, contudo nenhum suspeito foi localizado ou preso nas proximidades da linha rural.
Peritos da Politec (Perícia Técnico-Científica) realizaram o levantamento iconográfico e a coleta de cápsulas deflagradas no perímetro para subsidiar os exames de balística forense. Os corpos foram removidos para o Instituto Médico Legal (IML). Agentes da Delegacia da Polícia Civil de São Miguel do Guaporé assumiram a coleta de depoimentos de familiares e testemunhas, buscando traçar o histórico de vida das vítimas para mapear possíveis ameaças e estabelecer a linha de motivação do duplo homicídio.
Redação Diário O Norte
