A garantia do envelhecimento digno, a preservação da autonomia na terceira idade e o combate rigoroso às diversas formas de violência orientam as ações da campanha Junho Violeta no interior do estado. No município de Ji-Paraná, a mobilização ganha o reforço prático de um projeto voltado ao cadastramento de famílias da comunidade interessadas em acolher voluntariamente pessoas idosas que enfrentam situações de vulnerabilidade social, violação de direitos ou abandono familiar.
O cronograma de conscientização busca alertar a sociedade sobre abusos que muitas vezes ocorrem de forma silenciosa e no ambiente doméstico.
Identificação das violações e o papel do acolhimento familiar
Especialistas e técnicos do setor assistencial apontam que a violência contra a população idosa nem sempre se manifesta por meio de marcas físicas visíveis. O sofrimento frequentemente decorre de práticas como negligência, abandono material, violência psicológica, apropriação financeira indébita e desamparo afetivo. A campanha institucional trabalha para desnaturalizar essas condutas e convocar a população a atuar como rede ativa de proteção.
Como alternativa ao acolhimento estritamente asilar, o programa municipal incentiva a modalidade de inserção em lares substitutos devidamente integrados. As famílias que se voluntariam para o projeto passam por um processo de seleção, acompanhamento psicossocial e capacitação técnica, tornando-se aptas a oferecer um ambiente seguro, afetuoso e estruturado para os idosos assistidos.
Canais de atendimento e inscrições para voluntários
Os cidadãos interessados em integrar o cadastro de famílias acolhedoras ou em obter detalhes sobre os pré-requisitos do programa podem acionar diretamente os canais oficiais de atendimento. A coordenação do projeto disponibilizou o contato telefônico e de mensagens por meio do número (69) 99350-4277, além do endereço eletrônico sapi.jipa@gmail.com para o envio de dúvidas e agendamento de entrevistas.
As autoridades reforçam que o cuidado e a proteção da integridade física e mental da pessoa idosa constituem uma obrigação legal e moral compartilhada entre o Estado, as famílias e a comunidade em geral. Manter a vigilância e denunciar suspeitas de maus-tratos continuam sendo os mecanismos mais eficazes para assegurar a dignidade de quem já contribuiu para o desenvolvimento da sociedade regional.
Redação Diário O Norte
