A desarticulação de redes logísticas de entorpecentes, o bloqueio de fluxos financeiros ilícitos e a neutralização de estruturas de armazenamento de substâncias psicotrópicas balizam as ações de repressão qualificada conduzidas pelas forças federais. A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (24), uma operação focada no desmantelamento de uma organização criminosa suspeita de coordenar o transporte, o preparo e a distribuição em larga escala de cloridrato de cocaína. A ofensiva mobilizou equipes táticas para o cumprimento simultâneo de ordens judiciais em Rondônia e no Distrito Federal.
O planejamento operacional concentrou as investidas em pontos estratégicos utilizados pelo grupo para o refino e o depósito dos carregamentos.
Cumprimento de ordens judiciais e eixos territoriais
Ao todo, os agentes federais saíram às ruas para dar cumprimento a 12 mandados expedidos pela Justiça Federal, distribuídos entre cinco ordens de prisão e sete mandados de busca e apreensão. As buscas domiciliares e os mandados de captura foram executados de forma coordenada nas seguintes unidades federativas:
Distrito Federal: Localidade apontada pelas investigações como um dos principais eixos de recepção, distribuição e consumo da mercadoria ilícita.
Rondônia: Estado estratégico na rota de escoamento, devido à sua proximidade com as fronteiras internacionais, utilizado pela organização para a logística de captação e o armazenamento prévio dos carregamentos.
As incursões nos endereços dos alvos permitiram a arrecadação de mídias digitais, documentos e potenciais ativos financeiros que subsidiarão o desdobramento das investigações de campo.
Tipificação penal e continuidade das investigações
O monitoramento técnico revelou que o grupo operava por meio de uma divisão estruturada de tarefas, que englobava desde os batedores e transportadores rodoviários até os responsáveis pela guarda e mistura de insumos químicos para aumentar o volume do entorpecente antes da comercialização final.
Diante dos indícios materiais coletados no decorrer do inquérito policial, os investigados responderão formalmente pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As penas previstas para essas infrações, se somadas, podem ultrapassar 25 anos de reclusão em regime fechado. A Polícia Federal ressaltou que a análise dos materiais apreendidos nesta etapa ostensiva visa identificar a participação de outras lideranças e rastrear a lavagem de dinheiro decorrente do comércio de entorpecentes na região Norte e no Planalto Central.
Redação Diário O Norte
