A contenção de processos erosivos em margens de corpos hídricos urbanos e a modernização dos sistemas de escoamento pluvial direcionam as ações de engenharia civil no interior do estado. A Prefeitura de Espigão d’Oeste, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Desenvolvimento Urbano (Semod), deu início à implantação de uma nova estrutura de microdrenagem em um ponto crítico de estrangulamento hidráulico na região central. As frentes de trabalho concentram-se no leito do córrego que corta o perímetro urbano, precisamente na interseção da Rua Sergipe com a Avenida Sete de Setembro.
As intervenções visam solucionar passivos estruturais históricos de alagamentos e subsidência de solo que ameaçavam o tráfego local.
Engenharia estrutural e período de cura do concreto
De acordo com o memorial técnico do projeto de macrodrenagem, as equipes operacionais concluíram a modelagem e a concretagem do berço de assentamento que servirá de suporte para a canalização. A base de concreto de alta resistência entrou na fase técnica de cura — processo químico de hidratação indispensável para que o material atinja a rigidez e a capacidade de carga projetadas antes de receber o peso mecânico das estruturas subsequentes.
Após a finalização dessa etapa biológica do concreto, a Semod iniciará o içamento e o posicionamento das aduelas tubulares de concreto armado (galerias celulares). Esse sistema modular pré-moldado é projetado para suportar grandes volumes de vazão e pressões de aterro, canalizando o fluxo do córrego de forma subterrânea e segura.
Eliminação de transtornos e estabilização de encostas
A execução da obra responde a um pleito antigo dos moradores da zona urbana de Espigão d’Oeste. Devido à força das correntes hídricas no leito do córrego, o trecho sofria com desmoronamentos contínuos de encostas, fenômeno que provocava a perda de solo sob o leito carroçável da Rua Sergipe e gerava riscos de colapso do pavimento asfáltico, sobretudo nos meses de elevados índices pluviométricos.
A engenharia da Semod detalhou que o pleno funcionamento da galeria celular reorganizará o escoamento das águas pluviais coletadas pelas bocas de lobo das avenidas adjacentes. Além de interromper a degradação das margens e preservar a integridade da malha viária, o investimento em infraestrutura urbana atua como medida preventiva de saúde pública e valorização imobiliária para toda a comunidade do entorno.
Redação Diário O Norte
