Tudo depende sempre de quem é o espectador. “Uma mesma coisa pode ser ao mesmo tempo boa, ruim ou indiferente” (Baruch Spinoza).
CAI A TAXA DE ABANDONO ESCOLAR DE RONDÔNIA
Segundo os dados divulgados da segunda etapa do Censo Escolar 2025, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), a taxa de abandono escolar no ensino médio público do estado caiu de 7,5% para 4,3% entre 2022 e 2025. Em Rondônia, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) evidencia os avanços registrados pela Rede Estadual de Ensino nos indicadores do ensino médio. No mesmo período, a reprovação foi reduzida de 6,6% para 4,4% e a distorção idade-série passou de 21,4% para 13,8%, ressaltando avanços na permanência e na trajetória escolar dos estudantes. Os resultados acompanharam o cenário nacional do ensino médio público. No Brasil, entre 2022 e 2025, a reprovação caiu 62%, o abandono escolar reduziu 61% e a distorção idade-série diminuiu 28%. Além disto, a taxa de aprovação aumentou 11%, o fortalecimento da aprendizagem e à permanência dos estudantes na escola, como o Programa Pé-de-Meia, que já beneficia 65.909 estudantes em Rondônia.
MARCA AMAZÔNIA É PREMIADA EM FESTIVAL DE CANNES
No Cannes Lions, considerado o maior e mais prestigiado festival internacional de criatividade, design e comunicação, a Marca Amazônia, construída de forma colaborativa pelos estados do Norte, por meio das Rotas Amazônicas Integradas (RAI) coordenadas por Rondônia, conquistou três Leões. É uma premiação, realizada entre os dias 22 e 26 de junho, na cidade de Cannes, na França, onde se reconheceu a iniciativa nas categorias Design, Digital Craft e Industry Craft, colocando a Amazônia brasileira entre os principais cases de identidade territorial do mundo. Em Rondônia, a iniciativa foi coordenada pela Superintendência Estadual de Turismo (Setur), à frente do colegiado das Rotas Amazônicas Integradas, e integra um trabalho desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), o Fórum de Turismo do Consórcio Amazônia Legal, uma empresa de consultoria global de estratégia e design focada em branding, e representantes dos sete estados da Amazônia Legal. O objetivo foi de fortalecer o turismo sustentável, ampliar oportunidades de desenvolvimento e projetar internacionalmente a Amazônia brasileira por meio de uma identidade construída pelos próprios amazônidas. Segundo Arnaldo de Andrade Bastos, CDO and Partner da empresa desenvolvedora da identidade visual, a premiação amplia o alcance da marca no cenário global. “Ao levar a marca para o palco de Cannes, colocamos a Amazônia diante dos principais líderes de marketing do mundo. Trouxemos a marca para o centro da indústria criativa global e esse interesse gera valor, e esse valor retorna para a Amazônia”.
CAFÉ COM FLORESTA
Estreou, no sábado, 27 de junho, no YouTube o Podcast Café com Floresta, um projeto audiovisual que nasceu com a proposta de valorizar a Amazônia por meio do diálogo. Gravada na Gleba Maravilha, comunidade do outro lado do rio, em meio à floresta, a primeira temporada reuniu para um encontro entre pessoas, territórios e conhecimentos. Entre os convidados estão o artista Samuel Bera; o mestre da cultura popular e advogado Paulinho Rodrigues; o historiador e professor Alécio Valois; os artistas Najhara Lopes e Tino Alves; o artista e artesão Tayson Nunes; e o chef autodidata Ray, que compartilham suas trajetórias e reflexões Realizado com recursos do Edital nº 008/2025 – Funcultural – Fomento à Execução de Ações Culturais, em Porto Velho, o projeto fortalece a produção cultural rondoniense e amplia os espaços dedicados à difusão da memória, da identidade e da diversidade amazônica.
FISCO FICOU MAIS RÁPIDO E OS ERROS EMPRESARIAIS MAIS VISÍVEIS
As autuações feitas pela Receita Federal alcançaram R$233 bilhões em 2025, o maior valor dos últimos anos, segundo balanço divulgado em abril de 2026. O resultado mostra o avanço da fiscalização eletrônica, do cruzamento automatizado de informações e das ações de conformidade que ampliam a capacidade do Fisco de identificar inconsistências fiscais digitais sem depender exclusivamente de auditorias presenciais. Segundo Rafael Rocha, cofundador e executivo comercial da Tributo Certo, empresa especializada em inteligência tributária, contabilidade estratégica e recuperação de créditos fiscais, a transformação tecnológica da fiscalização alterou a forma como as empresas precisam lidar com suas obrigações tributárias. “A inconsistência fiscal digital deixou de ser um problema que aparece anos depois. Hoje, boa parte das divergências é identificada rapidamente por meio do cruzamento de informações enviadas pela própria empresa e por terceiros. O empresário precisa entender que a fiscalização se tornou muito mais dinâmica e preventiva”, afirma. Na prática, sistemas da Receita cruzam informações provenientes de notas fiscais eletrônicas, escriturações digitais, declarações tributárias e dados financeiros enviados ao governo. O objetivo é identificar incompatibilidades que possam indicar erros, omissões ou recolhimento incorreto de tributos. Segundo o administrador, a velocidade deste processo reduziu significativamente a margem para falhas operacionais. Nota com informações provenientes de Carolina Lara.
INCERTEZA ECONÔMICA GERA PRESSÃO SOBRE O FATURAMENTO E OS LUCROS
Uma realidade com que os micros, pequenos e médios empresários estão tendo que conviver é que, com uma inflação maior e as incertezas da economia, principalmente no varejo, bares e restaurantes, para quem está na operação sente que, mesmo com fluxo de clientes permanecendo igual, o comportamento de compra se tornou diferente. A compra costuma ser menor por visita, há uma maior comparação dos preços, troca de marcas com mais facilidade e redução do que consideram supérfluos. Manter o faturamento com o tíquete médio encolhendo, os custos operacionais subindo torna a margem menor. As empresas sentem que continuam vendendo, até pode haver um leve aumento do fluxo de clientes, a venda continua quase igual, porém acaba se ganhando menos. É um ponto perigoso, porque a empresa não tem boas perspectivas de crescimento, tudo parece normal quando a rentabilidade está sendo corroída. Hoje, os pequenos e até os médios sentem a sensação de remar muito para ficar no mesmo lugar. Estão fazendo esforços maiores apenas para se manter.

