Na manhã desta terça-feira (7), uma grandiosa força-tarefa composta pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e diversas instituições de segurança pública deflagrou a décima primeira fase da Operação Audácia. A ação, que ocorre simultaneamente em Rondônia, Acre, Amazonas e Paraná, tem como foco central o desmantelamento de uma organização criminosa que atua no estado de Rondônia e mantém conexões em outras regiões do país.
Alvos e alcance da operação
O planejamento estratégico da operação prevê o cumprimento de 89 mandados de busca e apreensão e 35 mandados de prisão. As diligências estão concentradas em sete municípios: Porto Velho, Ariquemes, Machadinho do Oeste e Rolim de Moura, em Rondônia; Cruzeiro do Sul, no Acre; Humaitá, no Amazonas; e Catanduvas, no Paraná. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho para instruir procedimentos que apuram crimes de constituição ou integração de organização criminosa, conforme a Lei Antifacção (Lei nº 15.358/2026), além de outros delitos correlatos detectados durante as investigações.
Além dos alvos específicos, a operação visa a recaptura de foragidos da justiça, o cumprimento de mandados pendentes no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e a repressão a crimes flagrantes, como tráfico de drogas, posse e porte ilegal de arma de fogo e receptação.
O nome da operação e o enfrentamento ao crime
O nome "Audácia" remete ao comportamento de membros do grupo criminoso, que, sob a falsa sensação de impunidade, utilizavam redes sociais para ostentar armas de fogo — inclusive de uso restrito —, grandes quantias em dinheiro e entorpecentes. Essas postagens continham referências explícitas a facções criminosas e serviam como uma forma de desafio direto às forças de segurança pública, manifestando a intenção do grupo de dominar territórios e afrontar o Estado.
Integração das forças de segurança
A complexidade da Operação Audácia XI exigiu a união de centenas de especialistas em segurança. O efetivo de mais de 300 agentes envolveu equipes do GAECO (RO e AC), das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FTICCO/FICCO), Polícia Federal, Polícia Militar de Rondônia e Amazonas, Polícia Civil de Rondônia, Polícia Penal, Polícia Técnico-Científica, Corpo de Bombeiros e o apoio logístico da Penitenciária Federal de Catanduvas/PR.
O suporte aéreo foi assegurado pela Gerência de Aviação da SESDEC e pelo Grupamento de Operações Aéreas do CBMRO, garantindo agilidade nas incursões. A magnitude desta fase da operação reafirma o compromisso dos órgãos de controle e segurança na repressão qualificada ao crime organizado e na retomada da tranquilidade pública nas regiões impactadas pela atuação desses grupos.
Redação Diário O Norte
