Uma operação integrada realizada na terça-feira (28) pela Prefeitura de Porto Velho resultou na desobstrução e recuperação de uma Área de Preservação Permanente (APP) localizada na Rua da Beira, sentido Acre. A medida teve como foco principal coibir o avanço de uma ocupação irregular e garantir o cumprimento da legislação ambiental na região.
Atuação conjunta dos órgãos municipais e de segurança
A ação coordenada contou com a participação de diferentes pastas e forças de segurança:
Sema (Secretaria Municipal de Meio Ambiente): Coordenação técnica e fiscalização ambiental.
Seinfra (Secretaria Municipal de Infraestrutura): Apoio operacional com maquinário e equipes.
BPA (Batalhão de Polícia Ambiental): Segurança e garantia da ordem durante a intervenção.
Semdec (Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Cidade): Suporte técnico e urbanístico.
O diretor do Departamento de Fiscalização e Monitoramento da Sema, Felipe Santiago, explicou que a intervenção concentrou-se na remoção de um aterro irregular que estava sendo depositado para viabilizar a ocupação do espaço.
Importância das APPs e posicionamento da gestão
As Áreas de Preservação Permanente são protegidas por lei por desempenharem funções essenciais ao equilíbrio ecológico, como a proteção de recursos hídricos, do solo e da biodiversidade ao longo de cursos d'água e encostas. A ocupação desordenada dessas zonas eleva riscos como inundações e graves impactos ambientais.
O prefeito Léo Moraes ressaltou que a atuação firme do poder público é indispensável para conciliar o crescimento urbano com a proteção dos recursos naturais. "Nosso compromisso é conciliar o desenvolvimento da cidade com a preservação do meio ambiente. Não podemos permitir ocupações irregulares em áreas de preservação permanente, porque isso coloca em risco a natureza e também a segurança das pessoas", afirmou.
Redação Diário O Norte
