Pai e filho apontados como integrantes de uma facção criminosa que atua na região de fronteira entre o Acre e a Bolívia foram capturados pelas autoridades em Rio Branco, onde estavam foragidos. Eles são acusados de participação na execução de um indígena no município de Brasileia.
Captura dos suspeitos
De acordo com informações da Polícia Civil, Pedro Maia da Costa, considerado de alta periculosidade, foi preso há duas semanas no bairro Estação Experimental por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O filho dele, um adolescente de 17 anos, foi apreendido após se envolver em um caso de violência doméstica contra a companheira, momento em que os policiais identificaram a existência de um mandado de internação em aberto contra ele.
Dinâmica do crime
As investigações apontam que, na noite de 16 de junho de 2026, pai e filho integravam um grupo criminoso que invadiu o bairro Leonardo Barbosa para atacar rivais. Durante a ação armada, o indígena Arlindo Batista Melendre Kaxinawá, de 27 anos, foi executado a tiros. Na fuga, houve confronto entre as facções rivais, resultando também na morte de Alexandre Rodrigues de Souza Júnior, de 32 anos.
Após a identificação pela polícia, os suspeitos fugiram para a capital acreana, onde passaram a residir em endereços separados para tentar despistar as investigações, mantendo contato apenas por telefone até serem localizados pelas forças de segurança.
Desdobramentos legais
O adolescente foi encaminhado a um Centro Socioeducativo. Já o pai deverá responder criminalmente com base na nova Lei Antifacção (15.358), aprovada em março, que prevê penas que podem alcançar até 40 anos de reclusão para crimes dessa natureza.
Redação Diário O Norte
