A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (7/7), a Operação Sordida Ventis, voltada a desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de entorpecentes. O grupo, que operava com ramificações entre os estados do Amazonas, Rondônia e regiões do Sudeste do Brasil, utilizava métodos sofisticados para ocultar substâncias ilícitas durante o transporte de mercadorias. A ação de hoje cumpre três mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas na cidade de Manaus (AM), expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Amazonas.
O método de ocultação
O início das investigações remonta a uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal realizada no município de Humaitá (AM). Na ocasião, os agentes abordaram um veículo que transportava uma carga de aparelhos de ar-condicionado importados, levantando suspeitas devido a inconsistências na documentação fiscal apresentada.
O material foi então encaminhado para uma inspeção detalhada pela Receita Federal em Porto Velho (RO). Durante a verificação, os auditores descobriram que o sistema de climatização dos aparelhos servia de fachada para o transporte ilícito: dentro de compartimentos dissimulados na estrutura dos equipamentos, foram encontrados cerca de 63,4 kg de entorpecentes, além de frascos contendo óleo de canabidiol.
Expansão da investigação
Aprofundando os levantamentos, a Polícia Federal identificou que a organização criminosa utilizava outros métodos para mover itens ilegais pelo território nacional. Em um segundo flagrante vinculado ao grupo, as autoridades localizaram uma carga contendo entorpecentes e fuzis de origem estrangeira escondidos no meio de uma suposta mudança mobiliária.
Os investigados devem responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A Operação Sordida Ventis representa um importante golpe nas estruturas logísticas desses grupos criminosos, que tentam utilizar fluxos de transporte comercial legítimo para mascarar atividades ilícitas de alta periculosidade. As autoridades federais continuam as diligências para identificar outros possíveis integrantes e desmantelar completamente a rede de apoio da organização.
Redação Diário O Norte
