A Prefeitura de Porto Velho deu início a um projeto de revitalização urbana com o anúncio da construção do primeiro Pocket Park (parque de bolso) da capital. O novo espaço será instalado na Avenida Calama, ao lado do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), transformando uma área anteriormente subutilizada em um ponto de convivência, descanso e circulação de pedestres.
Projeto com identidade regional
A proposta busca otimizar áreas de pequenas dimensões para criar novos locais de uso público. O projeto do novo parque contempla a instalação de bancos, paisagismo, áreas permeáveis, vasos e iluminação, além de estruturas voltadas à proteção solar.
Um dos destaques da obra é a cobertura projetada com peneiras sobre uma estrutura metálica, elemento que, além de proporcionar sombra, faz referência direta a objetos do cotidiano amazônico. O design do parque aposta em linhas curvas para o mobiliário e caminhos, enquanto a pavimentação utiliza cores específicas para delimitar as zonas de circulação, harmonizando com o projeto paisagístico.
Recuperação de espaços públicos
Durante o anúncio, o prefeito Léo Moraes ressaltou a transformação da área, que permaneceu sem destinação adequada por décadas. "Tudo isso aqui era um buraco durante décadas. Agora, o local recebe um projeto-piloto. É mais um espaço que se soma às praças e aos locais que já requalificamos ou reformamos em Porto Velho", afirmou.
Para o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, a iniciativa faz parte de um plano maior de organização urbana. "Esse é um projeto que aproveita uma área pequena e oferece estrutura para que as pessoas possam parar, descansar e utilizar o espaço. Também buscamos inserir referências regionais e soluções adequadas ao local", explicou.
O projeto foi desenvolvido pela equipe técnica de arquitetura e paisagismo da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb) e servirá como um modelo piloto. A experiência servirá de base para avaliar a viabilidade de novas intervenções similares em outros pontos de Porto Velho, visando a contínua qualificação do espaço urbano.
Redação Diário O Norte
