O atendimento nas agências de Rondônia amanheceu paralisado nesta quinta-feira, 20 de agosto. O movimento de 24 horas fez parte do Dia Nacional de Paralisação e foi a resposta da categoria à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que, após oito rodadas de negociação, não apresentou propostas para o reajuste de salários e de vales alimentação e refeição.
O impacto da mobilização no estado foi expressivo. De acordo com o Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado de Rondônia (SEEB-RO), aproximadamente 90% dos trabalhadores cruzaram os braços e ocuparam as frentes das agências bancárias em praticamente todos os municípios rondonienses. Na Caixa Econômica Federal, a adesão ao movimento alcançou a marca de 100%.
A greve foi deflagrada após a categoria rejeitar, com 96,66% dos votos em assembleia virtual, o modelo apresentado pelos banqueiros na mesa de negociação. A pauta de reivindicações locais e nacionais exige aumento real, valorização dos pisos salariais, uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) mais justa e a suspensão das demissões desenfreadas.
A presidente do SEEB-RO e integrante do Comando Nacional, Ivone Colombo, destacou a participação histórica da categoria. A representante sindical reforçou que o fechamento de postos de trabalho tem adoecido os funcionários e que o movimento reflete diretamente na sociedade. Segundo Ivone, a população também é penalizada pelo fechamento contínuo de agências, o que resulta em unidades sobrecarregadas, falta de funcionários e atendimento precarizado aos clientes e usuários que já arcam com altas taxas de juros.
A pressão exercida com o fechamento das agências nesta quinta-feira visa destravar o impasse econômico. As negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban têm data marcada para serem retomadas na próxima segunda-feira, 24 de agosto.
Redação Diário O Norte
