O ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo do Estado pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves, manifestou preocupação com os atuais indicadores de violência em Rondônia. Em análise sobre a conjuntura de segurança pública, o candidato atribuiu o aumento da criminalidade à falta de planejamento e investimento por parte da atual gestão estadual.
Diagnóstico da violência
Com base em dados recentes divulgados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/RO), Hildon Chaves destacou a posição preocupante de Rondônia no ranking nacional de violência contra a mulher. O estado ocupa atualmente a primeira colocação em feminicídios, além de figurar como segundo colocado em casos de violência doméstica, medidas protetivas e crimes de estupro.
O candidato, que possui trajetória como promotor de Justiça, enfatizou que o cenário é agravado pela disputa entre facções criminosas e pela posição geográfica do estado, que facilita rotas de narcotráfico provenientes de países vizinhos. "Rondônia está na rota do tráfico internacional de drogas, devido à sua proximidade com as fronteiras de outros países, como Bolívia e Peru, e a abundância de rios navegáveis e de áreas de floresta, condições que favorecem o narcotráfico e o crime organizado", alertou.
Propostas e valorização das forças de segurança
Para enfrentar o que classificou como "apagão" de efetivo, Hildon Chaves defendeu uma reestruturação do setor, focada em comando, inteligência e tecnologia. O ex-prefeito criticou a ausência de novos concursos para a Polícia Civil nos últimos doze anos e a insuficiência de soldados na Polícia Militar.
"Segurança pública exige comando, planejamento e decisão. Exige integração entre as polícias, inteligência, tecnologia, investimento permanente e valorização de quem arrisca a própria vida para proteger a nossa", afirmou. Entre suas propostas, o candidato incluiu a correção de defasagens salariais e o aporte em equipamentos e viaturas para as forças de segurança. "Vamos trabalhar para corrigir as defasagens salariais e valorizar nossos investigadores de polícia, agentes penitenciários, bombeiros e todas as carreiras que compõem a nossa segurança pública", completou.
Redação Diário O Norte
Com informações da Assessoria
