O sargento PM Machado, candidato a vice-governador na chapa de Samuel Costa (PSB), defendeu uma ação integrada contra o crime organizado durante entrevista à jornalista Jemima Quéren, na TV Norte Rondônia. A principal proposta apresentada é a criação de uma força-tarefa e um gabinete de crise para os 100 primeiros dias de um eventual governo, com foco no enfrentamento direto às facções criminosas.
Com uma postura firme, o candidato detalhou sua política de combate ao narcotráfico e às organizações que estruturam e financiam o crime no estado. Segundo Machado, a atuação policial não deve se restringir aos infratores que atuam nas periferias, mas deve atingir também os setores econômicos que sustentam essas operações ilícitas, incluindo financiadores de alto poder aquisitivo.
O sargento fez declarações contundentes sobre o futuro dos criminosos sob sua coordenação na Segurança Pública, missão delegada a ele pelo titular da chapa. Ele destacou que os infratores terão apenas três alternativas diante da intensificação das ações policiais: fugir de Rondônia em direção à Bolívia, entregar-se às autoridades ou enfrentar as forças de segurança. Neste último cenário, enfatizou que a resposta policial resultará na neutralização dos suspeitos.
A atual estrutura da segurança pública também foi alvo de críticas. Machado apontou falhas no policiamento da zona Leste de Porto Velho, relatando que a região, de grande extensão territorial, chega a contar com apenas duas ou três viaturas após a meia-noite. Ele ressaltou que a população sofre com o medo e o abandono, e que a reversão desse quadro exige investimentos imediatos.
Para os primeiros 100 dias de gestão, o plano central é instituir um gabinete de crise em parceria com o Governo Federal. O objetivo é estabelecer uma estratégia conjunta unindo Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar e Sistema Socioeducativo. A integração dessas forças, aliada a um planejamento técnico, visa dar uma resposta imediata ao avanço das facções e garantir a paz social aos cidadãos rondonenses.
Redação Diário O Norte
