Muito antes de se consolidar como a capital que conhecemos hoje, a região de Santo Antônio, situada às margens do rio Madeira, já desempenhava um papel central na economia e na circulação de mercadorias em Rondônia. Como polo portuário e fiscal, o local recebia produtos como borracha, castanha, quinino e gado que desciam as corredeiras em batelões, além de abrigar as primeiras iniciativas para a implantação de ferrovias na área.
Memória e relevância histórica
Segundo o historiador e secretário executivo de Turismo da Semtel, Aleks Palitot, foi apenas no início do século XX, com a chegada do empresário Percival Farquhar entre 1907 e 1908, que o ponto inicial da ferrovia foi transferido para onde hoje está Porto Velho, dando origem a uma cidade-modelo. Com a mudança do eixo econômico, Santo Antônio perdeu parte de sua população e importância comercial, sendo posteriormente integrado à capital na condição de distrito.
Apesar disso, o espaço preserva um valioso complexo histórico composto por ruínas, trilhos, a capela, o obelisco e o marco divisório, testemunhas de diferentes fases da formação porto-velhense.
Revitalização e turismo
Com o objetivo de aproximar a comunidade de suas raízes, equipes da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb) realizaram uma força-tarefa de limpeza e manutenção no trecho histórico. A intervenção prepara os trilhos para que voltem a receber visitantes, viabilizando a realização de passeios com o tradicional veículo ferroviário Kalamazoo durante as comemorações de aniversário do município.
O prefeito Léo Moraes destacou o significado da iniciativa para o resgate da identidade local: "Quando a gente cuida dos nossos trilhos, dos nossos espaços históricos e transforma esses lugares em pontos de encontro, turismo e conhecimento, estamos fazendo mais do que preservar o passado. Estamos fortalecendo o sentimento de pertencimento de quem vive em Porto Velho".
Redação Diário O Norte
Com informações da SECOM/PVH
