
A fumaça decorrente das queimadas no estado do Amazonas encobriu Porto Velho nos últimos dias e provocou a piora na qualidade do ar na capital rondoniense. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a dinâmica dos ventos na região Norte é responsável pelo transporte da poluição atmosférica, cenário agravado pela forte estiagem e pelo baixo nível do Rio Madeira.
Qualidade do ar e dados de monitoramento
A plataforma de monitoramento IQAir registrou o Índice de Qualidade do Ar em 120 em Porto Velho, nível classificado como prejudicial para grupos sensíveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas. Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam a concentração de densa camada de fumaça sobre a região.
De acordo com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), o Amazonas registrou 1.380 focos de incêndio nos dez primeiros dias de outubro, representando um aumento de 271% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em contrapartida, os dados locais apontam uma redução de 32,8% nos focos de queimadas em Porto Velho em 2026. Entre janeiro e outubro, foram contabilizados 680 focos de calor na capital, contra 1.013 registros no mesmo período de 2025.
Recomendações de saúde e canais de denúncia
Diante da baixa umidade relativa do ar e da fuligem, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) orienta os moradores a adotarem as seguintes medidas preventivas:
Ingerir água frequentemente ao longo do dia;
Utilizar máscaras de proteção facial, principalmente pessoas vulneráveis;
Umidificar ambientes internos com recipientes de água ou toalhas molhadas;
Evitar a queima de lixo, folhas ou uso de fogo em áreas urbanas e rurais.
O prefeito Léo Moraes reforçou o pedido de cooperação comunitária para amenizar os efeitos do clima seco.
"Precisamos da colaboração de todos para enfrentar esse cenário. Mesmo quando a fumaça vem de outras regiões, podemos fazer a nossa parte, evitando queimadas, denunciando focos de incêndio e adotando cuidados para proteger a saúde", declarou.
O secretário da Sema, Arthur Borin, enfatizou que o município mantém equipes em campo para intensificar a fiscalização. As denúncias sobre queimadas urbanas ou descarte irregular de resíduos podem ser feitas pelo telefone de WhatsApp (69) 98423-4092 ou presencialmente na sede do órgão, localizada na Rua General Osório, nº 81, Centro, das 8h às 14h.
Redação Diário O Norte
Com informações da SECOM/PVH
