
Sintomas como ardência nos olhos, irritação na garganta, tosse e dificuldade para respirar têm se tornado frequentes em Porto Velho em decorrência da fumaça de queimadas trazida pelos ventos a partir do estado do Amazonas. Diante do cenário de baixa umidade e poluição atmosférica, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) emitiu um conjunto de recomendações para proteger a população, com foco em grupos vulneráveis.
Recomendações de prevenção e cuidados individuais
Para minimizar os impactos da poluição atmosférica no organismo, as autoridades sanitárias orientam a adoção imediata das seguintes medidas:
Hidratação constante: Ingerir água frequentemente ao longo do dia para manter as vias aéreas úmidas;
Suspensão de exercícios ao ar livre: Evitar atividades físicas intensas em locais abertos nos horários de maior concentração de fuligem;
Proteção em ambientes internos: Manter portas e janelas fechadas e utilizar recipientes com água ou toalhas molhadas para amenizar a seca do ar;
Uso de máscaras adequadas: Utilizar modelos dos tipos PFF2 ou N95 ao transitar por áreas abertas expostas à fumaça.
Atendimento médico e proibição de queimadas urbanas
O prefeito Léo Moraes ressaltou que a prevenção é a principal ferramenta para evitar complicações graves de saúde.
"Nosso cuidado é com a saúde das famílias de Porto Velho. Neste período de fumaça, atitudes simples podem ajudar a evitar complicações. É fundamental que todos sigam as orientações, cuidem das crianças e dos idosos e procurem atendimento sempre que necessário", afirmou.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, reforçou que casos com sintomas respiratórios leves devem buscar acolhimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Já em quadros graves de falta de ar ou desconforto respiratório agudo, a orientação é procurar atendimento imediato nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou acionar o Samu pelo telefone 192.
As autoridades reforçam ainda a proibição do uso de fogo para limpeza de quintais ou queima de lixo e folhas, prática que agrava a poluição e constitui crime ambiental.
Redação Diário O Norte
Com informações da SECOM/PVH
