
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) manteve a decisão que encaminha a júri popular Gislaine Ferreira de Oliveira, acusada de matar o comerciante Miguel Bet Castilho Mamani, de 51 anos, conhecido como "Bolívia", no município de Chupinguaia. Com o acórdão, a ré continuará presa preventivamente.
O crime ocorreu em setembro de 2025, quando a vítima foi encontrada morta em sua residência, localizada nos fundos de seu estabelecimento comercial. Na época, diante das suspeitas sobre a causa do óbito, o corpo do empresário foi exumado e submetido a exames periciais que confirmaram a presença de substância tóxica do tipo "chumbinho" tanto nos restos de alimentos em uma marmita entregue pela acusada, e quanto no material biológico, além de constatar histórico de pesquisas feitas em celulares sobre os efeitos do veneno.
A defesa da acusada tentou anular provas obtidas por meio de imagens de segurança e laudos toxicológicos, além de pleitear a impronúncia. No entanto, o relator, desembargador Álvaro Kalix Ferro, rejeitou as preliminares e destacou que os indícios de autoria e materialidade são sólidos para a fase de pronúncia, mantendo qualificadoras como motivo fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Redação Diário O Norte
