Quem sabe um dia chegue lá. Ainda sou muito mal educado, apesar do esforço dos meus pais. “Educação é a capacidade de ouvir quase tudo sem perder a paciência ou a autoconfiança” (Robert Frost).
RONDÔNIA TEM A MAIOR IDADE MEDIANA DA REGIÃO NORTE
O Censo Demográfico 2022 aponta que Rondônia tem uma idade mediana de 32 anos, a maior da Região Norte, mas inferior à brasileira (35 anos). Idade mediana é a idade que separa a metade mais jovem da metade mais velha da população. Os cinco estados nortistas possuem as menores idades medianas do país: Roraima (26 anos); Amapá, Amazonas e Acre (27 anos) e Pará (29 anos). O estado de Tocantins apresentou um índice de 31 anos, ficando com sétima menor idade mediana. Já os estados do Rio Grande do Sul (38 anos), Rio de Janeiro (37 anos), Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo – com 36 anos – apresentaram as maiores idades medianas. Em relação aos nossos municípios, São Felipe d’Oeste possui a maior idade mediana: 39 anos, depois vem Cabixi, Castanheiras, Santa Luzia d’Oeste, Teixeirópolis, Theobroma e Vale do Paraíso com 38 anos como idade mediana. Entre os menores índices estão: Nova Mamoré e Guajará-Mirim, com 29 anos; Candeias do Jamari, Chupinguaia, Costas Marques Cujubim e Itapuã do Oeste, com 30 anos. O Censo Demográfico também mostrou o índice de envelhecimento da população, pessoas com 65 anos e mais de idade em relação a um grupo de 100 crianças de zero a 14 anos. Neste quesito, Rondônia apresenta o segundo maior da Região Norte, com uma proporção de 36,84 idosos para cada 100 pessoas com idades abaixo de 14 anos. Tocantins é o estado nortista com o maior índice: 37,17. Os estados com as maiores proporções de idosos em relação aos jovens são: Rio Grande do Sul (80,35), Rio de Janeiro (73,64), Minas Gerais (68,59), São Paulo (66,27) e Paraná (59,17). E os menores são: Roraima (17,93), Amapá (20,26), Amazonas (21,72), Acre (23,77) e Pará (29,58). Em Rondônia, os municípios de São Felipe d’Oeste (70,52), Teixeirópolis (66,54), Vale do Paraíso (65,95), Ministro Andreazza (64,78) e Cabixi (64,14) apresentaram as maiores proporções de idosos em relação à população com idades abaixo de 14 anos. Já na outra ponta estão Chupinguaia (22,85), Cujubim (24,62), Nova Mamoré (25,34), Guajará-Mirim (26,54) e Costa Marques (27,42).
CRISE DERIVADA DA SECA AUMENTA RECLAMAÇÃO PELA BR-319
Cresce, no Amazonas, com a seca que tem causado uma crise logística, com risco de desabastecimento, a articulação das classes empresariais para que haja, depois de décadas, a reconstrução da BR-319, um impasse inexplicável, que impede o acesso rodoviário de cargas e coloca Manaus em isolamento. Os pleitos incluem o reforço e a manutenção das hidrovias usadas para as cargas da indústria e comércio amazonense, com a dragagem dos rios Madeira, Negro e Solimões. E, principalmente, o destravamento das obras da BR-319. Com quase 50 anos de existência, a rodovia já completa três décadas sem manutenção, por força de embargos jurídicos e falta de vontade política. Mas, a crise logística suspendeu os serviços de aportagem de navios cargueiros em Manaus, que vive restrita aos modais de transportes de cabotagem e rodofluvial. O primeiro foi interditado pelo baixo calado dos rios Negro e Amazonas, enquanto o segundo amarga a interdição do Rio Madeira, em virtude de bancos de areia. Como decorrência, na semana passada, a Fecomercio-AM pediu, em nota pública, as dragagens e a revitalização da BR-319. E também, ao governo do Estado, uma dilatação do prazo de recolhimento do ICMS para 90 dias e a cobrança do tributo, “em caráter excepcional”, só sobre as mercadorias que, de fato, cheguem a Manaus. A nota foi subscrita pela Fieam, ACA, Sinduscon-AM e mais cinco sindicatos patronais e dez empresas.
PEQUENOS NEGÓCIOS SÃO A GRANDE MAIORIA DOS INADIMPLENTES
A inadimplência nas pequenas e médias empresas (PMEs), este ano, teve um aumento significativo, e, agora, representa 88% do total das empresas inadimplentes, segundo a Serasa Experian. O resultado é fruto da conjuntura econômica desafiadora de alto endividamento das famílias, crédito difícil e as oscilações nas vendas com a economia se constituindo num verdadeiro desafio. Neste contexto, as empresas menores são mais vulneráveis à inadimplência por conta do fluxo de caixa limitado e a falta de reservas financeiras. Ser empreendedor no ambiente econômico brasileiro não é fácil e isto é muito pior para os pequenos.
O BRASIL MAIS VELHO
O dado provém do Censo Demográfico de 2022 onde os idosos com 65 anos ou mais cresceram de modo acelerada, na última década., alcançando o número de 22,2 milhões de pessoas nesta faixa etária, um aumento de 57,4% em relação aos 14,1 milhões em 2010, do último levantamento. O IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que as pessoas com 65 anos ou mais são, agora, 10,9% da população brasileira. Este é o maior percentual de idosos na história do Brasil.
VIAJAR É PRECISO, ORGANIZAR NÃO É PRIORIDADE
Uma nova pesquisa da fintech FinanZero aponta que as viagens para o final do ano independem da organização das contas, pois, em setembro, por exemplo, mais da metade dos 500 respondentes de Norte a Sul (54%) citaram a vontade de fazer uma viagem até o final do ano – um aumento de três pontos percentuais (p.p) em relação a agosto, quando 51% disseram que esta era sua grande prioridade financeira. Até maio, a maioria dos ouvidos respondiam que o objetivo principal era organizar as próprias finanças, e mesmo planos como trocar de carro (41%) superavam o projeto viagem, mencionado por 40% naquele período. No último mês, a ideia da organização do orçamento passou a ser a segunda menção mais comum (43%), mais de 10% atrás das viagens. Próximo a ela, ainda apareceram desejos como a compra/renovação do próprio imóvel (34%) e a aquisição/troca do automóvel (33%). Ou seja, apesar da preocupação com as contas e com os problemas da economia, a prioridade é viajar.

