
Mais não deixa de ser tédio. “O tédio é um tecido cinzento e quente, forrado por dentro com a seda das cores mais variadas e vibrantes. Nele nós nos enrolamos quando sonhamos” (Walter Benjamin).
A PRAÇA DAS TRÊS CAIXAS D’ÁGUAS
É muito interessante a Prefeitura divulgar a memória, a importância e o valor das estruturas de ferro que atravessam gerações, as Três Caixas d’Água, conhecidas como “Três Marias”, que fazem parte das atrações da cidade e também se tornou seu símbolo. Provenientes dos Estados Unidos entre 1910 e 1912, as estruturas foram instaladas para atender tanto a população quanto às obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Elas foram projetadas pela empresa Chicago Bridge & Iron Works e marcam o tempo em que Porto Velho se formou a partir da ferrovia. Em 1988, foram reconhecidas como patrimônio histórico e ocupam um lugar de destaque na identidade cultural de Porto Velho. É verdade também que a Prefeitura de Porto Velho realiza ações contínuas de manutenção, limpeza e organização, garantindo que o ambiente permaneça acessível e agradável para a população. Mas, é preciso dizer que, principalmente no fim de tarde e de noite os noiados, que, muitas vezes, acampam por ali acabam tornando difícil se usufruir da praça. Embora o espaço seja utilizado para passeios, atividades culturais, aulas ao ar livre e momentos de lazer, hoje, os próprios moradores do local reclamam mais atenção para a questão da segurança.
EXPECTATIVA É DE CRESCIMENTO NO MOVIMENTO DO DIA DAS MÃES
Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) o movimento do comércio brasileiro no Dia das Mães, terá um crescimento estimado em 1,9% em relação ao ano anterior, o que deve significar um faturamento de R$ 14,37 bilhões. Esta é a segunda mais importante para o varejo nacional, este ano impactada por fatores como juros elevados e restrição ao crédito. No comércio eletrônico, a expectativa também é positiva, com uma previsão de faturamento próximo de R$ 9,73 bilhões no período. Em Rondônia a previsão, a partir dos dados nacionais, é de que o movimento alcance R$ 102,9 milhões, o que é uma primeira previsão na medida em que a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO ainda não realizou a pesquisa que faz, usualmente, quando se aproxima mais da data. De qualquer forma o que se observa é que os lojistas já começam a planejar campanhas e promoções para aumentarem suas vendas na data.
SOJA IMPULSIONA SUPERÁVIT DA BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA
O mês de março reverteu os resultados dos primeiros dois meses do ano, na balança comercial de Rondônia com um superávit de US$ 177,1 milhões. As exportações somaram US$ 470,6 milhões, enquanto as importações alcançaram US$ 293,5 milhões. Este resultado marca uma reversão estratégica depois do déficit de US$ 66,7 milhões registrado no primeiro bimestre do ano, período em que o estado enfrentou uma alta nas importações de adubos e fertilizantes. O movimento de recuperação foi ditado pelo o pico sazonal de escoamento da safra, posicionando o agronegócio como motor primário da inserção internacional rondoniense. A soja e a carne bovina juntas representaram 95% de todo o volume comercializado com o exterior. A soja liderou com US$ 313,3 milhões, equivalente a 66,6% da pauta, seguida pela carne com US$ 130,8 milhões, correspondendo a 28%. Outros produtos como algodão, madeira e materiais de origem animal figurem na lista de exportados com participações baixas, evidenciando o que analistas chamam de desafio da densidade industrial, com o estado encontrando dificuldades para reter capital através do processamento local e da agregação de valor. O dado inovador surge na geografia dos negócios: a pulverização dos mercados compradores. Em março a Turquia apareceu como o principal destino das exportações estaduais, com 22% de participação, seguida de perto pelo México com 21% e pela China com 20,9%. Pelo lado das importações, US$ 293,5 milhões no mês, os adubos e fertilizantes químicos seguem sendo os itens mais importados, somando US$ 62 milhões, com fornecedores especializados vindos de países como Turcomenistão, Marrocos e Venezuela. Além dos insumos agrícolas, se destaca a demanda por bens logísticos e de construção, como laminados de aço da China e pneus. Os dados são do Observatório da Indústria de Rondônia.
CNI E ENTIDADES DA INDÚSTRIAS SE MANIFESTAM SOBRE OS IMPACTOS NEGATIVOS DA ESCALA 6X1.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em conjunto com as 27 federações estaduais da indústria, 95 associações setoriais e 342 sindicatos industriais, divulgou um manifesto, na quinta-feira (9), em que expressa preocupação com as propostas de redução da jornada de trabalho semanal e o fim da escala 6x1. Mesmo considerando o debate seja legítimo, medidas assim podem provocar impactos severos sobre a economia, os investimentos e a criação de empregos formais. Estimativas apresentadas indicam que a redução da jornada para 40 horas semanais pode elevar os custos com empregados formais em até R$ 267 bilhões por ano, um aumento de até 7%. Para a indústria, o impacto é expressivo, o equivalente a cerca de R$ 88 bilhões (11%). Além disto, simulações do IBRE/FGV sugerem que o PIB brasileiro pode cair até 11,3%, além de aumento no desemprego e na informalidade. O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que as mudanças na legislação trabalhista devem se basear em evidências, diálogo técnico e responsabilidade econômica. “Precisamos de dados concretos para avaliar riscos como inflação e perda de empregos. O objetivo deve ser fortalecer a capacidade de empregar e garantir a sustentabilidade econômica no longo prazo, com competitividade, em vez de apenas ampliar custos”.
ESTÁTUAS DA HAVAN SÃO ALVO DE ATAQUES
Nesta semana quatro estátuas da Havan foram alvo de ataques na madrugada desta quarta-feira (8), em cidades de diferentes regiões do país. As ocorrências foram em Natal (RN), São Luís (MA), São Pedro da Aldeia (RJ) e Valparaíso (GO), praticamente no mesmo horário, o que levanta a suspeita de ação coordenada. Segundo o empresário Luciano Hang, não se trata de episódios isolados. Outras situações semelhantes já foram registradas anteriormente em cidades como São Carlos (SP), Porto Velho (RO) e Petrolina (PE), além de tentativas em outras unidades da rede. Para Hang, “Isso não é coincidência. Estamos falando de ataques acontecendo ao mesmo tempo, em estados diferentes. Para mim, isso tem características claras de ação organizada e precisa ser investigado com seriedade. Não podemos tratar como casos isolados”, afirmou.
