
Eu sou um dos que não estão fazendo nada. “Se o que estamos fazendo não é visto por algumas pessoas como ficção científica, então provavelmente não é transformador o suficiente” (Sergey Brin).
CONEXÃO TECH.RO NO IFRO PORTO VELHO ZONA NORTE
O governo de Rondônia realiza o “1º Conexão Tech.RO”, no período de 16 a 18 de outubro, das 15h às 22h, no Ifro Porto Velho Zona Norte, em parceria com a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do Instituto Federal de Rondônia (Ifro), Campus Porto Velho Zona Norte. O objetivo dos eventos é disseminar conceitos relacionados à tecnologia e proporcionar várias atividades à população. A iniciativa é da Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic), com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e os interessados em participar do evento devem conferir a programação e fazer a inscrição nas atividades, através do link: https://www.even3.com.br/ctro-snct/. Vale ressaltar que haverá certificados para cada atividade da programação. A programação do evento pode ser acessada através do link: https://rondonia.ro.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/PROGRAMACAO.pdf.
I SEMANA DE SEMINÁRIO DOCENTE DO DACE
BRASILEIRO, PROFISSÃO ESPERANÇA
Ultimamente a atenção da mídia tem sido dada para a questão dos gastos com as bets. A questão começou a ocupar mais espaço depois de divulgado que os beneficiários do Bolsa Família gastaram cerca de 3 bilhões com as bets em um mês, cerca de 21% da renda que recebem foi transferida para os sites de apostas. O problema, porém é bem maior, pois quase um terço dos brasileiros (30%), de 16 a 24 anos, já apostaram e, não menos importante, o percentual dos jovens é o dobro da média de 15% para todo o país. Há outras variáveis que influem na questão, como, por exemplo, a situação de incerteza da economia, pois há uma correlação de aumento das apostas com a piora econômica. É o impacto psicológico na população, que com poucas possibilidades de ascensão social e dificuldades na luta pela sobrevivência criam um ciclo de desalento e estresse recorrente. De certa forma, as apostas criam uma muleta na medida em que há, por detrás delas, o sonho de resolver magicamente os problemas. Quem pode criticar alguém por desenvolver esperanças? O governo fala em acompanhar CPF por CPF as despesas, o que parece uma invasão da privacidade das pessoas. Até pela fala que associa quem ganha à lavagem de dinheiro quando há pessoas que, realmente, ganham. É razoável que em relação ao Bolsa Família exista um monitoramento, mas estender este a todos é, sem dúvida, uma forma inaceitável para o setor privado. As apostas sempre foram uma forma de fuga, de busca de escapar da realidade. E, historicamente, sempre criou endividados por esta razão.
NÃO É TÃO IMPORTANTE ASSIM
É preciso ainda considerar que, para compreender o impacto das bets no consumo dos brasileiros, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e a LCA Consultoria Econômica realizaram um estudo que mostra que as apostas no orçamento das famílias brasileiras, representa menos de 0,5% dos gastos totais. Segundo o estudo, os gastos líquidos anuais com apostas variam entre 0,1% e 0,3% do PIB. Quando analisados em relação ao consumo das famílias, esses gastos representam algo entre 0,2% e 0,5% do consumo total. Além disto, se as famílias tivessem dedicado todo o gasto líquido com apostas nos últimos 12 meses para o pagamento do estoque de dívidas, o endividamento total das famílias na economia diminuiria menos de 0,5%. Durante o período analisado, entre 2022 e 2024, não houve evidências de que a participação em jogos e apostas tenha impactado significativamente o endividamento familiar. Ou seja, é muito menos importante do que parece. Quem quiser ter acesso ao estudo é só acessar o link https://drive.google.com/file/d/1g-uky7wNWIhKJFk_CZCOOBnJEvqRlrms/view.
