
O problema é o tempo. “Sua mente vai responder a maioria das perguntas se você aprender a relaxar e esperar pela resposta” (William S. Burroughs).
O MAIOR TRANSBORDO DE GRANÉIS DAS AMÉRICAS
Anunciado, em Itacoatiara (AM), a implantação do maior sistema flutuante de transbordo de granéis das Américas. Desenvolvido pelo Super Terminais, o Super Porto Verde recebeu investimentos de R$ 250 milhões e integra a estratégia da empresa em atender o segmento de grãos e fertilizantes com uma logística eficiente. A estrutura, chamada de píer flutuante, saiu de Manaus no último dia 30 de abril e chegou ao município amazonense em 1º de maio, onde está em fase de instalação. O empreendimento, cerca de 175 quilômetros de Manaus, está em uma região estratégica para a integração entre hidrovias amazônicas e os fluxos de exportação do agronegócio nacional. O píer flutuante de Itacoatiara será incorporado a uma área portuária de 300 mil metros quadrados e oferece uma alternativa mais eficiente para o escoamento da produção agrícola brasileira. Inicialmente desenvolvido para operações com contêineres, o sistema foi adaptado para atuar no transbordo de granéis sólidos, em linha com o crescimento da demanda por infraestrutura no corredor Norte. Segundo o Super Terminais, o Super Porto Verde deverá gerar 130 empregos diretos e outros 250 indiretos, ampliando a atividade econômica em Itacoatiara e fortalecendo a presença do Amazonas na cadeia logística nacional de exportação de commodities agrícolas.
DIA DAS MÃES EM RONDÔNIA COM EXPECTATIVA OTIMISTA
A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO em conjunto com a CNC, em abril, mostrou um leve crescimento de 0,16% com o índice aumentando para 122,8, o que mostra uma intenção de consumo 17,5% acima da nacional, em relação aos 122,6 pontos de março. A pesquisa também aponta que nem mesmo o endividamento parece influir muito na intenção de consumo de Rondônia, o que se explica pelo comportamento histórico do consumidor rondoniense de consumir mais nas datas festivas o que acontece mesmo quando, como agora, as incertezas econômicas são maiores. Em razão deste comportamento há otimismo em relação as vendas do Dia da Mães que, segundo sondagem da Fecomércio/RO, 53% dos consumidores pretendem presentear na data com um ticket médio estimado em R$ 173,00. Para o presidente da Federação do Comércio, Raniery Araújo Coelho, “As expectativas para o Dia das Mães são muito positivas tendo em vista que a intenção de compra continua alta, está havendo uma maior valorização do comércio local e foram feitas boas campanhas promocionais, então esperamos um aumento forte das vendas no período”.
CRESCE O NÚMERO DE ABERTURA DE EMPRESAS EM 2026
No 1º trimestre de 2026, Rondônia registrou um crescimento de 25,45% na abertura de empresas, com 11.405 novos negócios formalizados, contra 9.091 no mesmo período de 2025. O levantamento, por outro lado, ponta um aumento de 25,79% no número de empresas baixadas, ou seja, 5.985 registros. É um saldo positivo: 5.420 novas empresas no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 25,08% em relação a 2025. Apesar do otimismo com que o crescimento foi anunciado há o fato também exposto de que maioria das novas empresas é de Microempreendedores Individuais (MEIs), embora se mencione quye há aumento significativo de sociedades limitadas (LTDA). Também a Junta Comercial anunciou que Porto Velho segue como principal polo empreendedor, acompanhada por municípios como Ji-Paraná, Ariquemes e Cacoal, que também apresentam forte crescimento da abertura de empresas.
RELATÓRIO NEXT GENERATION BRASIL REVELA FALTA DE OPORTUNIDADES PARA OS JOVENS
O relatório Next Generation Brasil, da British Council, analisa as pessoas entre 16 e 35 anos, os jovens, que são mais de 61 milhões de pessoas a maior população jovem da história do país, representando quase um terço da nação. Foram entrevistadas mais de 3 mil pessoas de 16 a 35 anos em todas as regiões. E mostrou que 66% estão preocupados com a possibilidade de não conseguir um trabalho que garanta segurança financeira no futuro. Também, no ambiente profissional, 66% dos jovens apontam salários abaixo das expectativas e das necessidades básicas, enquanto 56% citam jornadas excessivas que impactam o bem-estar e o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Além disto, 31% relatam ambientes de trabalho hostis, com baixa moral e falta de apoio, e 29% destacam a escassez de oportunidades de crescimento. A segurança financeira aparece como principal prioridade: 62% dos entrevistados afirmam que esse é o fator mais importante para sua felicidade presente e futura, embora 27% relatem dificuldade frequente para cobrir despesas básicas. Ao mesmo tempo, cresce o movimento de adaptação às novas exigências do mercado. Entre os cursos de curta duração mais desejados para aumentar a empregabilidade, 36% mencionam o uso de inteligência artificial como prioridade, enquanto 35% citam finanças pessoais e gestão de negócios e 34% destacam habilidades digitais. Os dados indicam uma geração mais atenta às transformações tecnológicas e às demandas emergentes do mundo do trabalho.
MUITO CAFÉ E POUCO RETORNO
O agronegócio se prepara para uma safra recorde de café, estimada em 66 milhões de sacas para 2026. É um salto gigantesco se comparado às 30 a 40 milhões de sacas colhidas nos anos 2000. E reflexo o avanço reflete décadas de investimento em tecnologia, manejo sofisticado do solo e a resiliência do agricultor. Contudo, a celebração da produtividade vem acompanhada de uma preocupação real, ditada pela implacável lei da oferta e da procura. O fato é que o país vai produzir mais café do que o mundo parece disposto a consumir. Para Tiago Costa, professor de Agronomia da UniCesumar de Maringá, “O cenário é um paradoxo clássico do agronegócio em que a safra bate recorde e o risco de prejuízo caminham juntos. Quando a produção sobe demais, o mercado internacional não absorve todo o café de imediato, e o excesso derruba os preços. Para o produtor, especialmente quem investiu em tecnologia e expansão, isso pode ser devastador". A equação se torna mais difícil porque os custos de produção entram na conta. Nos últimos anos, os produtores viram os preços de fertilizantes, defensivos, mão de obra e combustível dispararem. "O produtor enfrenta uma equação difícil: gastos cada vez maiores, com receitas cada vez menores. Isso exige planejamento, busca por eficiência e até alternativas para reduzir custos", acrescentou Costa.
