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O passaporte do Brasil perdeu força em uma atualização recente do Henley Passport Index, um dos principais rankings mundiais que mede a liberdade de viagem. O documento nacional caiu para a 19ª posição, registrando um empate com nações como Argentina e San Marino.
O índice, elaborado pela consultoria Henley & Partners com base em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), avalia a quantidade de países que um passaporte garante acesso sem a necessidade de visto prévio.
O poder do passaporte e o empate na 19ª posição
Nesta classificação específica, o passaporte brasileiro assegurou o acesso sem visto a 169 destinos ao redor do globo.
O Brasil não está sozinho nesta colocação. O país divide a 19ª posição com outras duas nações:
- Argentina, seu tradicional vizinho sul-americano.
- San Marino, o microestado europeu.
Especialistas em mobilidade global e relações internacionais notam que essas flutuações no ranking são comuns e refletem a diplomacia de cada país, bem como a reciprocidade de acordos de visto. Quedas podem ocorrer quando outros países fecham acordos mais vantajosos ou quando o próprio país tem restrições impostas a seus cidadãos.
Motivos da queda e liderança regional
A queda para a 19ª posição, mesmo que pequena, indica uma mudança na dinâmica das relações internacionais do país.
Análises especializadas apontam que o declínio é multifatorial:
Perda de Isenção de Visto: Um dos fatores citados foi a perda da isenção de visto para os Estados Unidos, em razão da falta de reciprocidade. O fim de acordos de livre acesso com nações-chave impacta o número total de destinos de entrada facilitada.
Avanço de Rivais: O Brasil também foi ultrapassado por países que progrediram diplomaticamente. Nações como Bulgária e Romênia, por exemplo, têm conquistado mais acordos de livre acesso e, consequentemente, subiram na lista, deixando o Brasil para trás.
Apesar de ser um dos vinte mais poderosos, o Brasil não é o líder na América Latina. Essa posição de destaque é ocupada pelo Chile, que consistentemente aparece à frente no ranking, garantindo acesso livre a um número maior de nações em comparação com os passaportes brasileiro e argentino. O ranking serve como um termômetro do "soft power" global, mostrando que a abertura diplomática e a cooperação internacional são essenciais para a liberdade de viagem de um país.
Redação Diário O Norte
