
E, no Brasil, está fé precisa ser inquebrantável. “Para ser uma realista você precisa acreditar em milagres” (David Ben-Gurion).
VEM RONDONIZAR É NOVA OPÇÃO DO CARNAVAL DE PORTO VELHO
Uma nova iniciativa movimenta o carnaval de Porto Velho, desde quarta-feira, 21 de janeiro, o Vem Rondonizar, que lançou o Bloco Indoor Charanga do Zorro com o primeiro ensaio da banda na casa de eventos, Bemdita Praia, na Av. Abunã, bairro Olaria. À frente do projeto está o empresário Márcio Pinheiro, um produtor cultural rondoniense, com reconhecimento a nível nacional, através de projetos sociais, educativos e culturais em Belo Horizonte, São Paulo, Brasília e também Porto Velho, com patrocínio através de Lei de Incentivo à cultura Rouanet. Com trajetória consolidada em alas da cultura musical, Márcio abriu oficialmente os trabalhos do bloco que, este ano, vai ofertar três dias de carnaval indoor, em um mix com a cultura do carnaval de rua, uma proposta inovadora para os foliões apaixonados por esse movimento popular nacional. O encontro será no Olaria, bairro tradicionalmente ligado ao samba e à boemia de Porto Velho. O Bemdita Praia, escolhido como sede do movimento, reforça essa conexão simbólica com a história musical e as tradições da cidade. É neste cenário que o produtor Márcio diz que as bandas Charanga do Zorro (com o Maestro Adson Nascimento), Mistura Brasileira com Ernesto Melo e banda K7 são atrações que estarão animando a programação nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro.
CONCESSÃO DA BR-364 É UM PESO A MAIS NO BOLSO DO CIDADÃO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL
A Justiça Federal da 1ª Região determinou a suspensão imediata da cobrança de pedágio na BR-364. É uma decisão que está bem fundamentada pelos motivos expostos nas ações civis públicas movidas pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Rondônia (Aprosoja/RO) e pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A questão é que o mérito não foi julgado, ou seja, é uma decisão provisória. Porém distensiona os protestos e paralisações em diversos pontos da rodovia. O problema é se a cobrança for retomada. Pelo menos parabéns merece o presidente do Conselho Regional de Economia Rondônia/Acre, Aroldo Vasconcelos, quando afirma que a concessão tem que ser revista como já aconteceu no Mato Grosso onde foi feito uma concessão no mesmo modelo e a população se revoltou por pagar pedágio sem melhoria da estrada. Demonstra ter muito mais visão política que lideranças que consideram justo pagar pelo que não se tem: uma estrada de qualidade. E também o presidente da Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coelho, tem toda razão: Rondônia, por um dever de justiça, mesmo sem considerar o Acre e o Amazonas, deveriam ter o mesmo tratamento dado aos outros estados onde o governo antes implantou e manteve as estradas por longo tempo até que tivessem, com seu desenvolvimento, condições de pagar pedágio por uma estrada melhor. Mas, lá sempre fazem as melhorias antes de pagar. E não há como esconder que via impactar fortemente o custo da vida na Amazônia Ocidental.
AVANÇOS DA ECONOMIA DA AMAZÔNIA EM 2025
A economia amazonense encerrou 2025 com um desempenho que reforça sua relevância logística e industrial no cenário brasileiro. A movimentação de contêineres nos portos do Amazonas atingiu 948 mil TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés), estabelecendo um recorde histórico e se aproximando da marca de 1 milhão de contêineres movimentados até o final de dezembro, segundo dados do Painel da Economia Amazonense. Perdeu, por muito pouco, a liderança nacional das importações para Itajaí (SC), mas, inclusive no decorrer do ano, houve momentos quando Manaus assumiu o topo, porém, no fechamento anual, Itajaí retomou a liderança. Além do destaque da logística, o setor industrial entre os resultados significativos teve um crescimento de 127% na produção de dois tipos de aparelhos de ar-condicionado e um crescimento de 45,6% no faturamento no setor de vestuário. Por isto André Ricardo Costa, coordenador de Indicadores do CIEAM, ponderou que “Mesmo diante de oscilações sazonais da atividade industrial, a movimentação portuária mostra que a economia amazonense segue robusta e com forte capacidade operacional. O recorde histórico de contêineres confirma a relevância logística do estado para o Brasil”.
DÉFICIT PRIMÁRIO DO GOVERNO TEVE UM AUMENTO REAL DE 32,3% EM 2025
O Governo Central - Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – encerrou 2025 com um déficit primário de R$ 61,69 bilhões, 0,48% do Produto Interno Bruto-PIB, segundo o Tesouro Nacional. Em dezembro houve um superávit primário de R$ 22,1 bilhões. No ano houve um superávit de R$ 255,5 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central e um déficit de R$ 317,2 bilhões na Previdência Social (RGPS). Em termos reais, a receita líquida cresceu 2,8% (R$ 64,3 bilhões), mas a despesa avançou 3,4% (R$ 79,1 bilhões), dados do Tesouro Nacional. O déficit no ano teve um aumento real (descontada a inflação) de 32,3% em relação a 2024, quando o déficit primário ficou em R$ 42,92 bilhões (0,36% do PIB).
O resultado do ano passado veio melhor que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Fazenda, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 68,21 bilhões em 2025.
MAIS DE 2/3 DOS CONSUMIDORES CONVIVEM COM ATRASO DAS CONTAS BÁSICAS
A Serasa Experian informou que cerca de 74% dos consumidores são inadimplentes em contas básicas como as de água, energia elétrica e gás e mantêm esses débitos em aberto por mais de 12 meses. É a dificuldade de regularização num cenário de inflação elevada, juros altos e perda de poder de compra, que transformaram a inadimplência das famílias brasileiras em contas básicas de pontual em estrutural e figuram, em geral, entre os débitos mais difíceis de serem quitados. Não são atrasos ocasionais, o que se observa é a formação de um estoque de inadimplência de longo prazo, que se perpetua mesmo com as tentativas de renegociação. É fruto de que o peso das contas básicas no orçamento familiar aumentou muito nos últimos anos. Com a renda comprometida, muitas famílias passam a hierarquizar pagamentos, priorizando alimentação, moradia e transporte, enquanto as contas de água, luz, gás e telefone são sucessivamente adiadas. Em muitos casos, estes atrasos se estendem por mais de um ano. Patrick Santos, doutor em Economia e gerente de planejamento na Multimarcas Consórcios, diz que o ambiente econômico recente contribui diretamente para este quadro. “Juros elevados, inflação persistente em patamar alto e informalização da renda reduzem a margem de negociação das famílias, especialmente entre aquelas de menor renda, onde praticamente todo o orçamento já está comprometido com despesas essenciais.” E há um fator comportamental relevante. Quanto mais prolongado é o atraso, menor tende a ser a percepção de viabilidade de quitação. Famílias que convivem por longos períodos com dívidas básicas acabam adiando negociações ou desistindo de acordos que não tragam alívio imediato no fluxo de caixa, normalizando o atraso como parte da rotina financeira.
