A prefeitura foi questionada e aponta que a concessionária agiu por conta própria na Estrada da Areia Branca
Aproximadamente 60 pessoas que ocupam uma área próxima à Estrada do Areia Branca fecharam a via e atearam fogo em pneus e madeira, em razão do corte de energia que a concessionária Energisa fez na última quinta-feira (27). Inicialmente, o grupo de ocupantes esteve no prédio da Prefeitura cobrando uma solução.
A Prefeitura informou que não solicitou o corte de energia realizado pela Energisa na área invadida na Estrada da Areia Branca, e que trata tudo dentro do processo existente de reintegração de posse. O município ainda destacou que a responsabilidade pela interrupção do serviço é exclusiva da concessionária.
A área em questão passa por processo de reintegração de posse, desde 2023. O município reforça que manteve todo o procedimento dentro da legalidade e seguiu as recomendações já registradas em documentos públicos, como consta nas publicações oficiais da Secretaria Municipal de Regularização Fundiária, e dentro do processo que trata do assunto.
O corte de energia ocorreu depois que a concessionária encontrou os ramais clandestinos de ligação de energia. Moradores relataram que a interrupção atingiu famílias que permanecem na região. O município entende que uma concessionária de serviço público precisa cumprir as determinações legais e respeitar as decisões que envolvem áreas sob análise judicial.
A gestão municipal esclarece ainda que a ação da Energisa não teve participação da Prefeitura e não faz parte do processo conduzido pelo município. Todos os atos da administração voltados à área seguiram o que está previsto na decisão judicial e nas recomendações já divulgadas pelas autoridades competentes.
A Prefeitura ainda informou que procedeu com o cadastramento dessas pessoas, para análise e inclusão no plano de moradia, que prevê a criação de 1.500 unidades para pessoas em situação de risco e que se enquadrem nos programas de moradia sociais.
No entanto, a grande vilã, Energisa disse que agiu conforme normativa nacional e retirou a ligação clandestina que causa grandes problemas à sociedade e risco de vida aos usuários que fazem a ligação direta.
Com informações da SECOM/PVH
Fotos: rondoniagora/SECOM/PVH
