O governo Lula inicia 2026 impondo um duro golpe aos profissionais da educação. Com a virada de ano, entraram em vigor as novas exigências da Reforma da Previdência (EC 103/2019), que tornam o acesso à aposentadoria muito mais rigoroso. As mudanças atingem diretamente os professores da rede federal, da iniciativa privada e de municípios que não possuem regime próprio, elevando tanto a idade mínima quanto a pontuação necessária para solicitar o benefício. Na prática, Brasília condena o docente a mais tempo de desgaste em sala de aula para garantir o sustento futuro.
Pelas regras de transição que avançam progressivamente a cada ano, o docente que planeja se aposentar em 2026 precisa estar atento aos novos patamares. Na modalidade de idade mínima progressiva, a exigência subiu seis meses em relação ao ano passado: agora, as professoras precisam ter, no mínimo, 54 anos e seis meses de idade, enquanto para os homens a idade mínima saltou para 59 anos e seis meses. Em ambos os casos, o tempo de contribuição exclusivo no magistério permanece em 25 anos para mulheres e 30 anos para homens.
Além de exigir mais tempo de vida dentro de sala de aula, o cálculo do benefício penaliza o bolso do trabalhador. O professor recebe apenas uma porcentagem da média de suas contribuições, sendo praticamente impossível atingir o valor integral logo de início. É um confisco disfarçado de ajuste, que desvaloriza quem dedicou a vida a ensinar.
Outra alteração crítica ocorreu na regra de pontos, que soma a idade ao tempo de contribuição. Em 2026, a pontuação exigida subiu para 88 pontos para as mulheres e 98 pontos para os homens. Esse aumento gradual continuará ocorrendo anualmente até atingir os limites definitivos previstos na reforma.
Para aqueles que optarem pela regra do pedágio de 100%, as condições permanecem fixas: idade mínima de 52 anos (mulheres) e 55 anos (homens), além do cumprimento do dobro do tempo que faltava para se aposentar no momento da promulgação da reforma em 2019. Especialistas recomendam que os profissionais utilizem o simulador oficial no portal "Meu INSS" para verificar em qual regra se enquadram melhor antes de dar entrada no pedido.
| ANO | PONTOS (MULHERES) | PONTOS (HOMENS) | IMPACTO |
|---|---|---|---|
| 2025 | 87 pontos | 97 pontos | Regra anterior |
| 2026 | 88 PONTOS | 98 PONTOS | REGRA ATUAL (GOVERNO LULA) |
| 2027 | 89 pontos | 99 pontos | Aumento confirmado |
O professor que votou no Lula deve estar, no mínimo, de cabelo em pé neste começo de ano. É o momento em que o "amor pelo comunismo" colide de frente com a vida real, onde a conta simplesmente não fecha e o descanso merecido vira uma miragem distante nas mãos de quem prometeu picanha e entregou mais anos de trabalho.
DADO OFICIAL: O ARROCHO DE 2026
As novas barreiras não são apenas estimativas, mas imposições da Emenda Constitucional nº 103/2019. Todo dia 1º de janeiro, o sistema do INSS é atualizado automaticamente para dificultar a saída do professor da sala de aula.
- PONTUAÇÃO 2026: Exige-se agora 88 pontos (mulheres) e 98 pontos (homens).
- IDADE MÍNIMA: Subiu para 54 anos e 6 meses (mulheres) e 59 anos e 6 meses (homens).
- CÁLCULO DE LULA: O benefício começa em apenas 60% da média, punindo o bolso de quem não trabalhar décadas a mais.
*Fonte: Artigos 15, 16 e 26 da EC 103/2019 - Regras de Transição do Magistério.
/>Redação Diário O Norte
