Rondônia vive, a partir desta segunda-feira (12), uma mudança histórica em sua principal artéria logística. Com autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), começou a operar na BR-364 o sistema Free Flow (livre passagem). Diferente dos pedágios convencionais, a tecnologia utiliza pórticos com sensores e câmeras que identificam os veículos por TAGs ou leitura de placas, eliminando filas, cancelas e a necessidade de parada.
Para viabilizar a operação, a concessionária responsável investiu cerca de R$ 360 milhões em melhorias prévias, que incluem a recuperação do pavimento, nova sinalização e a instalação de rede 4G em toda a extensão da rodovia. O sistema promete maior fluidez, economia de combustível e redução no tempo de viagem. Os valores para veículos de passeio variam conforme o trecho.
Para automóveis, caminhonetes e furgões (categoria 1), os valores definidos são:
| Localização do Pórtico | Valor |
|---|---|
| Candeias do Jamari | R$ 5,40 |
| Cujubim | R$ 37,00 |
| Ariquemes | R$ 19,30 |
| Ouro Preto do Oeste | R$ 25,00 |
| Presidente Médici | R$ 12,50 |
| Pimenta Bueno | R$ 10,20 |
| Segundo trecho de Pimenta Bueno | R$ 35,40 |
Motocicletas têm passe livre. Ambulâncias, veículos oficiais e do Corpo Diplomático permanecem isentos, desde que cadastrados, conforme previsto em contrato.
Apesar da modernização, o início da cobrança desperta críticas de setores produtivos e sindicatos de transportadores. O foco da preocupação é o chamado "Custo Rondônia": o valor acumulado das tarifas pode ultrapassar R$ 140 para quem cruza o estado, o que deve impactar o frete e elevar o preço final de alimentos e insumos básicos.
Entidades de classe, como o Sindicargas, ressaltam que a fiscalização será rigorosa quanto ao cronograma de obras. O argumento central é que, enquanto a cobrança eletrônica é imediata e eficiente, a duplicação definitiva da rodovia ainda levará anos para ser concluída, exigindo vigilância constante para garantir que o valor pago pelos motoristas retorne em segurança e infraestrutura real.
O usuário tem até 30 dias para quitar a tarifa via aplicativo, site da concessionária ou totens de autoatendimento. Veículos com TAG ativa têm o débito automático. A falta de pagamento no prazo legal é considerada evasão de pedágio, resultando em multa grave e pontos na CNH.Redação Diário O Norte
