Enquanto o custo de vida subiu em 17 capitais brasileiras no último mês de dezembro, Porto Velho seguiu o caminho inverso e trouxe um alívio para o consumidor local. Segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab, a capital de Rondônia liderou o ranking nacional de redução de preços, com uma queda expressiva de -3,60%.
Com essa variação positiva para o bolso do trabalhador, Porto Velho agora ostenta uma das cestas básicas mais baratas do país, custando em média
R$ 592,01. O valor local é significativamente inferior ao registrado em São Paulo (R$ 845,95), que continua tendo o custo de vida alimentar mais alto do Brasil.
A queda no índice geral em Porto Velho foi impulsionada pela região Norte, que conseguiu segurar os preços em um período tradicionalmente marcado pela inflação de final de ano. No entanto, o consumidor rondoniense ainda precisa ficar atento a dois itens específicos que pressionaram o orçamento:
- Carne Bovina: Seguindo uma tendência nacional de alta demanda e oferta restrita, a carne de primeira ficou mais cara em quase todo o país, incluindo Porto Velho.
- Batata: Embora tenha registrado altas astronômicas de até 24% em cidades como o Rio de Janeiro, o tubérculo continua sendo um item de atenção nas feiras e supermercados da capital devido ao período de chuvas na região.
- Porto Velho (RO): -3,60%
- Boa Vista (RR): -2,55%
- Rio Branco (AC): -1,54%
- Manaus (AM): -1,43%
Onde a cesta básica ficou mais cara?
Na contramão de Porto Velho, outras 17 capitais viram os preços dos alimentos básicos dispararem. O aumento mais expressivo foi registrado em Maceió, onde a cesta subiu 3,19%. Outras altas importantes ocorreram em:
- Belo Horizonte (MG): +1,58%
- Salvador (BA): +1,55%
- Brasília (DF): +1,54%
- Teresina (PI): +1,39%
- Goiânia (GO): +1,19%
- Rio de Janeiro (RJ): +1,03%
O abismo entre o salário e o custo real
Apesar da deflação registrada em nossa capital, o estudo do Dieese reforça um dado preocupante sobre o poder de compra. Levando em conta a cesta mais cara do país e o que diz a Constituição sobre as necessidades básicas (moradia, saúde, educação e lazer), o salário-mínimo ideal para o brasileiro deveria ser de R$ 7.106,83.
Atualmente, o valor real do salário-mínimo é de R$ 1.518,00, o que significa que o trabalhador precisaria ganhar quase cinco vezes mais para suprir dignamente todas as suas despesas.
Redação Diário O Norte
