Porto Velho fecha o balanço de 2025 com motivos para comemorar, mas sem espaço para descuidos. O município registrou uma redução drástica de 63,6% nos casos confirmados de dengue em comparação ao ano anterior, além de zerar o número de óbitos pela doença. No entanto, a chegada definitiva do período chuvoso na capital rondoniense acende o sinal amarelo para o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Números que trazem fôlego
O recuo da doença é nítido nos dados da Vigilância Epidemiológica. Em 2024, a cidade enfrentou 580 confirmações e uma morte. Já em 2025, o cenário mudou: foram 211 casos confirmados e nenhuma perda de vida. Para o secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, o resultado é fruto de um trabalho que une diagnóstico precoce e assistência eficiente, mas ele adverte: "O enfrentamento é contínuo e depende da eliminação de criadouros nas residências".
O reforço da vacina
A imunização segue como peça-chave no tabuleiro da saúde pública. Atualmente, a rede municipal oferece a vacina Qdenga para o público de 10 a 14 anos, com o esquema de duas doses.
A grande expectativa para 2026 gira em torno da vacina nacional Butantan-DV. Com a promessa de dose única e abrangência para pessoas entre 12 e 59 anos, o imunizante deve começar a circular no Brasil agora em janeiro. Contudo, a Semusa esclarece que Porto Velho ainda aguarda o cronograma oficial do Ministério da Saúde para o envio das primeiras remessas.
O perigo da subnotificação
Apesar do otimismo com os números, as autoridades de saúde lutam contra um inimigo invisível: a subnotificação. Quando o cidadão apresenta sintomas e não procura a unidade de saúde, o município perde o rastro do vírus.
"A notificação permite identificar onde o vírus circula e direcionar as equipes para ações de bloqueio", explica a gerente de Vigilância Epidemiológica, Ivonete Santos. As primeiras notificações de 2026 já estão sendo processadas para nortear as estratégias deste novo ano.
Responsabilidade compartilhada
A prefeitura mantém frentes diárias com visitas domiciliares e controle de vetores, mas a regra de ouro continua valendo para o morador: quintais limpos, calhas desobstruídas e atenção redobrada a qualquer acúmulo de água. Ao sinal de febre alta, dor atrás dos olhos ou manchas na pele, a recomendação é única: procure a unidade de saúde mais próxima imediatamente.
Redação Diário O Norte
Com informações da SECOM/PVH
