
Também estou sempre sonhando. “No momento em que se concretiza, o sonho deixa de ser sonho e se torna realidade. Adoro sonhar. Por isto preciso partir para o próximo sonho” (Michiko Aoyama).
GOVERNO FORTALECE CAFEICULTURA COM ENTREGA DE 115 MIL MUDAS DE CAFÉ ROBUSTA AMAZÔNICO
A Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), destinou 115 mil mudas do café Robusta Amazônico, produzidas por viveiristas registrados nos órgãos de vigilância fitossanitária. As mudas antes da entrega aos produtores são fiscalizadas pela Agencia de Defesa Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), para garantir que são isentas de nematoides, de outras pragas e doenças. É exigido do beneficiário do programa estar cadastrado como agricultor familiar. Segundo o presidente da Emater-RO, Luiz Claudio Pereira Alves, estão previstos para este ano de 2026, mais de 3 milhões de mudas de café clonal da espécie Robusta para serem entregues aos produtores. É uma ação do governo que pretende melhorar e expandir a qualidade do café de Rondônia.
A REFORMA TRIBUTÁRIA PODE SE TRANSFORMAR NUM GRANDE ALCAPÃO
Participei de um Podcast realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Rondônia-Fecomércio/RO sobre a Reforma Fiscal. A entidade está preocupa, com muita razão, pela ausência de maior atenção, em especial dos micros e pequenos com as mudanças oriundas da reforma. Uma sondagem apontou que mais e 70% não estão preparadas e mais de 50% ainda não iniciaram nada para mudar sua atuação. Muito pouca atenção tem se dado as mudanças que serão necessárias, em especial, aos investimentos em software para poder acompanhar as mudanças. Como frisei na minha fala a questão passa por um comportamento cultural: o contador para as empresas sempre foi um meio para prestar contas ao governo e nunca um orientador estratégico. Por isto meu imenso receio do impacto muito negativo do calendário fiscal de 2026, que inaugura um cenário paradoxal: o contribuinte ainda é amador, ainda se comporta de forma intuitiva ou reativa e vai ter pela frente uma Receita Federal, que opera com um alto nível de rastreabilidade que vai exigir coerência fiscal e digital, e não, como no passado, mero preenchimento de formulários. Isto irá colocar em risco a viabilidade e até mesmo a existência de grande parte das empresas porque a grande verdade é que, enquanto a grande maioria delas trabalha sem coerência entre suas partes internas, não sabe custo ou margens de lucro, o Fisco, em muitos casos, já detém mais informações estruturadas sobre seus dados do que as próprias empresas. Infelizmente, este período que deveria ser de um “ensaio geral” para o ano que vem, não está ainda sendo encarado pelas empresas com a atenção necessária. Com as mudanças, com a Receita monitorando com precisão cada movimentação financeira, de faturamento e patrimonial, com o fatiamento (Split Payment), a sonegação se tornará impossível e os erros serão pagos em multas, logo temos um verdadeiro alçapão armado que pode causar sérios danos a economia brasileira.
BANCO CENTRAL APONTA QUE PAÍS TEVE O MENOR CRESCIMENTO EM CINCO ANOS
O IBC-Br a maneira de avaliar a evolução da atividade econômica do país, realizada pelo Banco Central, que incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia (indústria, comércio e serviços e agropecuária e o volume de impostos). Criado para ajudar o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, o índice sobre o crescimento de 2025 foi divulgado apontando um crescimento de 2,5% no ano passado em relação à 2024. Setorialmente a agropecuária cresceu 13,1%, a indústria 1,5% e os serviços 2,1%. Porém, em dezembro de 2025, o IBC-Br recuou 0,2% em relação a novembro, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). Na comparação com dezembro de 2024, houve uma alta de 3,1%, sem ajuste para o período. No trimestre encerrado em dezembro na comparação com o trimestre terminado em setembro de 2025, o índice apresentou uma alta de 0,4%. O número não é o Produto Interno Bruto-PIB, índice oficial da atividade econômica, porém já mostra que houve uma desaceleração da economia e foi também o pior desempenho do indicador dos últimos cinco anos, ou seja, pior até do que quando a economia enfrentava, em 2020, os efeitos do isolamento social.
ALUGUEL, EM MÉDIA, CUSTA O DOBRO DA INFLAÇÃO
A economia real, por mais que tentem esconder, acaba se impondo. É o caso, por exemplo, dos aluguéis. Se você for pesquisar na internet ou consultar os índices de reajustes, vai pensar que os aluguéis ficaram no mesmo patamar ou baixaram. Só nos interesses expressos de segmentos que dominam a mídia, pois, como indica pelo Índice FipeZAP nas principais cidades monitoradas (as principais capitais e grandes municípios em número de 56) o que se observa é que, em 2025, os preços dos aluguéis residenciais subiram 9,44%, enquanto a inflação oficial medida pelo IPCA encerrou o ano em 4,26%, menos da metade da inflação do aluguel. É um sintoma, quando sobe rápido e de modo persistente, ou de excesso de procura ou de escassez de imóveis. No entanto, é bem mais que isto, no momento, pois com as famílias endividadas, taxas de juros altas e o crédito travado, o que se constata é que as condições no setor imobiliário mudaram. As pessoas estão alugando mais, adiando, revendo ou suspendendo o projeto de casa própria até porque o financiamento ficou mais caro e seletivo. Há um represamento dos projetos de aquisição de novas unidades e isto se reflete na maior procura de locação.
