
Poder não posso, mas tento. “Quero viver e sentir as nuances, os tons e as variações das experiências físicas e mentais possíveis de minha existência” (Sylvia Plath).
INFORMALIDADE TEVE PREJUÍZOS COM AS CHUVAS NO CARNAVAL
Que o Carnaval movimenta diferentes setores da economia não se tem a menor dúvida. Como os seus eventos atraem uma maior circulação de pessoas também ampliam a demanda por produtos e serviços, daí gerar uma movimentação financeira relevante (R$ 122 milhões, 3% a mais que no ano passado foram as estimativas da Fecomércio Rondônia). Quem, normalmente, se favorece muito disto, principalmente em Porto Velho é a informalidade que aproveita um ambiente de trabalho temporário que envolve ambulantes, prestadores de serviços e trabalhadores que buscam complementar a renda. As cadeias produtivas que se reorganizam para atender ao aumento do consumo. Setores de hotelaria e de alimentação, como bares e restaurantes, são beneficiados diretamente pelo evento e na economia informal, os ambulantes ocupam posição central neste processo. Para atuar, precisam adquirir insumos como bebidas, alimentos. materiais de apoio e conseguir licenças. Esta massa informa estimula os fabricantes, distribuidores e atacadistas, mas o impacto vai além e alcança transportadoras, fornecedores de embalagens e pequenos produtores. A atividade, embora temporária, ativa e irriga segmentos que dependem de picos sazonais para manter o volume de vendas. Nos dias de Momo se previa para Porto Velho um movimento de R$ 36,8 milhões segundo ainda a Fecomércio/RO. E tudo parecia convergir para esses números, porém o carnaval no centro parece não ter tido um dos seus melhores tempos. A expectativa era grande e nunca se viu tantos informais quanto este ano. Na tarde de sábado, por exemplo, antes da Banda do Vai Quem Quer sair já as ruas estavam infestadas de ambulantes desde cedo. Muito mais do que no ano ´passado. Também pareciam existir mais pessoas na montagem de estruturas, equipes de limpeza, seguranças, motoristas, etc. Com as chuvas tanto o pessoal das avenidas Carlos Gomes e Pinheiro Machado se queixavam de que o carnaval para eles foi muito ruim: muita concorrência e poucas vendas.
ESTATÍSTICAS BOAS DEVEM REFLETIR A REALIDADE
As estatísticas no Brasil estão se tornado inexplicáveis. É o caso, por exemplo, dos números oficiais do IBGE que indicam uma desaceleração: o IPCA fechando 2025 em 4,26%, uma queda em relação aos 4,83% de 2024. Todavia, quem frequenta o supermercado, paga boletos ou usa transporte público, cata dinheiro no fim do mês para pagar alguma coisa, sabe que esta estatística soa como uma ficção matemática. Uma parte se explica pela reduflação. Fui no supermercado e olhei a manteiga Aviação, agora, vem com um pacote de 100 gramas!!! Faz tempo de o litro de iogurte vem com 850 gramas e por aí vai. Mas, olhando também a cesta básica do DIESSE tomo um susto. Estive recentemente em Fortaleza e Londrina, ou seja, pelo Ceará e Paraná. Agora comparo as cestas básicas e tomo um susto: a de Rondônia aparece com o preço de R$ 601,04, a do Ceará com R$ 694, 06 e do Paraná com R$ 806,33. Porto Velho ter a 5ª cesta mais barata do país desafia a minha percepção. Nasci praticamente num supermercado. Meu pai criou os dois primeiros de Fortaleza: o Aldeota e o Sino. Então gosto de supermercado e de fuçar preços. A disparidade entre os preços de Rondônia e desses dois estados, para mim, é grande. Aqui, por exemplo, a lata de sardinha de boa qualidade (Gomes da Costa) está pelos R$ 7,00. Não passa de R$ 5,00 em Fortaleza e um pouco mais em Londrina. Comparo iogurte, ovos, pão, feijão, arroz, legumes e frutas e me parece aqui bem mais cara. E é de se esperar: o frete e os impostos são maiores. Não descreio de estatística. Muito pelo contrário: acredito piamente nas leis dos grandes números, mas que algo anda errado com a aplicação da metodologia é certo. Não dá para crer em muitas das estatísticas que andam sendo divulgadas.
SERVIÇOS EM RONDÔNIA CRESCERAM 2,2% EM DEZEMBRO
Os serviços no país tiveram seu ritmo da atividade diminuída de -0,4% entre novembro e dezembro de 2025, quebrando uma sequência de nove resultados positivos e uma estabilidade. A queda se disseminou em três das cinco atividades (principalmente transportes) e 16 das 27 unidades federativas do país. Na comparação com dezembro de 2024, houve uma elevação de 3,4% o que elevou o setor a 19,6% acima do nível pré-pandemia. O desempenho foi liderado pelos cinco subsetores e 83 dos 166 tipos de serviços em 18 Estados. O ano fechou com uma expansão de 2,8%. Em Rondônia, que participa com 0,20% em termos de Brasil, ocupou com um crescimento de 4,4% acumulado no ano a 6ª melhor posição. Já em dezembro, os serviços tiveram um desempenho médio e cresceram somente 2,2%. No Norte e no Brasil, o Amazonas com -7,1% teve o pior desempenho do país, seguido de Alagoas, com -5% e o Rio Grande do Sul, 03,5%. Os melhores resultados foram do Mato Grosso com um aumento de 26,3%, Paraná com 8,1% e São Paulo com 4,8%. Os números são da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), do IBGE.
ACESSO À INFORMAÇÃO É PILAR BÁSICO DA DEMOCRACIA
A democracia exige que o poder seja exercido de forma pública e aberta. Quando governantes restringem o acesso à informação e evitam a prestação de contas, a legitimidade se rompe e o sistema se esvazia. São os perigos da opacidade como o Sigilo e Impunidade: O uso de sigilos administrativos (comum no Brasil) protege irregularidades e afasta o olhar fiscalizador do cidadão; a Inversão de Vigilância: Enquanto o Estado se fecha, a vida privada do cidadão torna-se monitorada e Ruído Tecnológico: O excesso de informações irrelevantes e controvérsias artificiais é usado para camuflar dados reais e impedir a compreensão coletiva. Como conclusão temos que a liberdade depende da circulação de informações confiáveis. Sem transparência, a política se afasta da vida cotidiana e abre caminho para o arbítrio dos governantes. A grande verdade é que a democracia depende da circulação de informações confiáveis do poder, da imprensa e do interesse coletivo pelos assuntos públicos. Para a transparência se consolidar, a cooperação se fortalecer e a corrupção encontrar limites é preciso liberdade de imprensa, de crítica e de informações. Quando isto não acontece a democracia se enfraquece, avançam a alienação, os impasses coletivos, a corrupção e a tirania.
